1/24/2009

.: underground :. .: Notícias - Quirguistão - Condenada a assinatura de lei de restrição religiosa

.: underground :. .: Notícias - Quirguistão - Condenada a assinatura de lei de restrição religiosa: "Condenada a assinatura de lei de restrição religiosa
Forum18 News Service
QUIRGUISTÃO - “A nova Lei contradiz os padrões dos direitos humanos internacionais – e ela não é a única Lei que tem sido assinada que o faz,” disse Aziza Abdirasulova, defensora de direitos humanos. Ela afirma que a sociedade civil e comunidades religiosas menores “foram colocadas de lado” enquanto a lei era preparada. “Não houve uma linguagem comum entre a Muftiate (A liderança espiritual estatal e favorecida islâmica) e a Igreja Russa Ortodoxa – que deu apoio a Lei.”

Jens Eschenbaecher, Porta-Voz da OSCE, disse que “o Escritório para Instituições Democráticas e Direitos Humanos (EIDDH) está pronto para continuar o trabalho com as autoridades em quaisquer esforços futuros para alterar a Lei e torná-la totalmente consistente com os compromissos do Quirguistão como um Estado participante do OSCE.”

As disposições que tem causado preocupação às comunidades religiosas e aos defensores dos direitos humanos incluem: proibição de que crianças estejam envolvidas em organizações religiosas; proibição à “ação agressiva focada no proselitismo”; proibição na distribuição de literatura religiosa, material impresso e material religioso de áudio e vídeo; e registro obrigatório de todas as organizações religiosas.

“Sob essa nova lei, nós não teremos o direito de funcionar como também não temos os 200 membros necessários”, disse Synarkul Muralieva (Chandra Mukhi), líder da pequena comunidade Hare Krishna de Bishkek. “Nós não estamos sozinhos – Todas as pequenas comunidades religiosas terão que cair na ilegalidade.” Ela disse crer ser inútil escrever ao Presidente para solicitar alterações ou abolições na nova Lei. “Seria estúpido – a máquina governamental simplesmente nos impôs isso.”

O líder Adventista do Quirguistão, Igor Vasilchenko também discordou da nova proibição sobre a declaração de fé de cada um. “Isto é contra a Constituição, que proclama que nós podemos seguir qualquer fé,” ele declarou. “Nós devemos como cristãos testemunhar a nossa fé. Agora há uma contradição entre a Constituição e a Lei.”

Ecoando sua preocupação sobre a proibição de divulgação da fé de cada um, há um membro da comunidade Baha´i, que pediu para não ser identificado. “Nós não temos certeza de como seremos tratados se falarmos para alguém sobre nossa fé,” contou o Baha´i. “Será esse comportamento tomado como propaganda ilegal?” O Baha´i disse que cada crente religioso terá que tomar mais cuidado agora. “Nós não poderemos dizer o que quisermos dizer, e não poderemos ouvir aquilo que queremos ouvir.”

Um membro do Conselho das Igrejas Batistas – que se recusa a fazer seu registro junto às autoridades – disse que eles também estão preocupados com esta nova lei. “As autoridades estão tendenciosas a tentar tomar algumas medidas contra nós, especialmente enquanto nós nos recusamos a fazer o registro,” afirmou um membro da igreja. “Mas nós descansamos no Senhor e permaneceremos fiéis a Ele.”

Aleksandr Shumilin lidera a maior união batista, a qual tem mais de 300 congregações registradas no país. Ele contou que a União, por “unanimidade”, considera a nova Lei como inconstitucional e uma violação aos direitos humanos. Ele argumenta que a nova Lei levará os fiéis à clandestinidade “já que não se pode impedir as pessoas de crerem”. Ele disse que a União Batista pretende desafiar a Lei no Tribunal Constitucional do país.

O anúncio enfatiza que “atrair crianças para dentro de organizações religiosas não é permitido, e ações insistentes direcionadas a fazer com que pessoas mudem de religião (proselitismo) estão proibidas”. E acrescenta que “a distribuição de literatura, impressos, materiais de áudio e vídeo de caráter religioso em locais públicos (em ruas e estradas), praças, instituições de ensino, escolas e estabelecimentos de ensino superiores estão proibidos”. Ele especifica que a Lei “determina controle (oficial) sobre as atividades de organizações religiosas”.

À luz dessas preocupações, empresas estatais conduziram uma análise das “mais controversas disposições”. Sua análise rejeitou preocupações sobre a exigência de 200 membros para que as instituições funcionem, afirmando que esta ordem só será usada por novas comunidades religiosas e não terá força retroativa para comunidades que já tem registro que prosseguirão com seu funcionamento permitido mesmo se neste momento tiverem menos de 200 membros.

Da mesma forma, preocupações sobre a proibição de ser permitido a cada um divulgar sua própria fé foram varridas para debaixo do tapete, afirmando-se que isto “não pode ser considerado como uma limitação sobre os direitos de organizações religiosas e dos crentes”. Isso leva a afirmação que as “condições” atuais no Quirguistão com “relações inter-confessionais tensas” nos últimos sete anos durante o enterro da fé morta e já substituída – “por exemplo, partindo do islamismo para a Igreja Batista” – justifica a proibição do “proselitismo”. Acrescentou ainda que as definições nestas disposições textuais da Lei necessitam de mais precisão.

O anúncio alegou que, dado o 'balanço positivo' da Lei, o presidente decidiu assiná-la. Contudo, à luz dos apelos individuais, o anúncio dizia que o Presidente Bakiev instruiu o governo e os “órgãos competentes” a criar uma comissão mista com participantes de comunidades religiosas inominadas para considerar os pontos levantados em apelações a ele e “em caso de necessidade, solucioná-las do modo estabelecido”."

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China - Perseguição às igrejas não-registradas da China continua

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AsiaNews
CHINA (10º) - Não há pausas na repressão contra as igrejas não-registradas na China (grupos que se reunem em residências para orar e não são reconhecidos pelas autoridades). No último Natal, aconteceram demolições de prédios e prisões de fiéis de igrejas não-registradas, mas as autoridades tentam manter tudo em silêncio. O governo requer o “registro”, mas os fiéis alegam que isso é um pretexto para não assumirem sua existência, e para continuar com prisões e demolições de prédios.

O advogado Wu Chenglian de Zhoukou (Henan) foi contratado para apelar as sentenças de Shu Wenxiang, Xie Zhenji, e Tang Houyong. Eles são líderes de “igrejas não-registradas”, presos em dezembro no município de Taikang enquanto realizavam “proselitismo”, e sentenciados a um ano de “reeducação pelo trabalho”, ou seja, verdadeiro trabalho forçado, com três meses para apelação.

Wu explica que ele ainda não conseguiu apelar, pois as autoridades não aceitam esse caso, dizendo que “estão se baseando em documentos internos que ordenam a não aceitação de casos envolvendo grupos religiosos”, e necessitam de autorizações específicas. Os escritórios tentam fugir da responsabilidade de liberá-las. Wu diz: “fomos ao juiz, e nos disseram que poderíamos perguntar ao diretor. Quando perguntamos, ele nos disse que deveríamos falar com o juiz”.

As autoridades perseguem esses grupos ativamente, mas são cuidadosos em não fazê-lo de maneira oficial. Em Yucheng (Henan), 4 mulheres foram presas e sentenciadas a 15 dias na prisão por “organizarem atividades religiosas ilegais” (se reuniam com os fiéis para orar). Elas foram liberadas depois de cumprirem a sentença, mas Zhang Mingxuan, presidente da associação das igrejas chinesas não-registradas, diz que “elas não receberam nenhuma documentação oficial relativo à detenção, porque temem que nossos membros as processem”.

O centro de reabilitação Fuyin em Yunnan, dirigido por grupos protestantes, foi demolido no final de dezembro, mas o pastor Lin diz que não recebeu nenhum documento oficial. Agora “as pessoas que recebiam tratamento no centro não tem para onde ir, e estão morando em tendas no terreno vazio.”

Também não há diminuição na perseguição daqueles que estão presos. O grupo ChinaAid diz que o cristão Hua Zaichen, 91, está morrendo, e pede para ver sua esposa Shuang Shuyng, 79, que está na prisão até 9 de fevereiro. O casal foi perseguido durante anos por seu trabalho ajudando outros cristãos perseguidos e por serem pais do pastor protestante Hua Huiqi, que também está preso.

As autoridades disseram para a mulher que ela não pode vê-lo, mas que se ele morrer, ela “poderá ver o corpo por 10 minutos e terá que ser acorrentada, algemada e usando o uniforme de presidiária.” Em fevereiro de 2007, quando foi à polícia perguntar sobre seu filho, quase foi atropelada por um carro. Ela colocou sua bengala na frente e o carro bateu nela. Shuang foi sentenciada a 2 anos de prisão por isso."

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Países perseguidos e a posse de Obama

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AsiaNews
INTERNACIONAL - Ontem, a mídia e os sites mais importantes da China cobriram ao vivo a cerimônia de posse de Barack Obama em Washington. Na internet, o discurso completo está disponível em inglês, mas a tradução chinesa eliminou passagens consideradas “incômodas” para o governo.

Os censuradores atacam três trechos em particular, quando o presidente dos Estados Unidos menciona que “gerações passadas enfrentaram o facismo e o comunismo não com mísseis e tanques, mas com alianças vigorosas e convicções duradouras”. A frase inteira foi retirada da versão publicada pela agência estatal Xinhua e pela Netease, um site popular entre os usuários chineses. A segunda referência explícita de Obama aos líderes mundiais que “colocam a culpa das desgraças da sociedade no Ocidente” também foi omitida. O terceiro trecho obstruído pela censura foi quando ele falou sobre “aqueles que chegam ao poder através da corrupção, fraude e calam os discordantes”, que, segundo ele, escolheram o “lado errado da história”.

Na China Central Television, o principal canal de TV nacional, a transmissão ao vivo era interrompida todas as vezes que Obama fazia referência ao comunismo.

Nenhuma notícia sobre a posse de Obama veio da Coreia do Norte, onde a mídia nacional estava preocupada em cobrir a viagem do ministro à Guinea. O Irã também deu preferência a uma manifestação que aconteceu em Tehran em favor da população palestina. O jornal conservador Kayhan Daily chamou Obama de Sionista (alguém que apoia a repatriação dos judeus em Israel), e nuvens continuam a se juntar no horizonte das relações entre os dois estados, principalmente enquanto a questão nuclear do Irã continuar aberta.

Não há nenhum comentário da junta militar de Mianmar, enquanto a oposição alimenta a esperança de uma posição concreta do novo presidente contra a ditadura militar que governa com punho de ferro. No Afeganistão, o Talibã, que alegava “não ter problemas pessoais com Obama”, alertou o presidente a “aprender lições com os soviéticos” e retirar as tropas do país, deixando aos afegãos a tarefa de “decidir o futuro da nação”.

Na Rússia, o primeiro-ministro Vladimir Putin não escondeu seu ceticismo ao notar que “as mais amargas decepções normalmente resultam de grandes expectativas”. O presidente Israelense Ehud Olmert estava otimista, apesar de dizer que sob o governo de Obama, “iniciativas comuns serão tomadas para promover a estabilidade no Oriente Médio”.

Na Indonésia, onde passou parte da infância, a posse de Obama foi recebida com comemorações e festas nas ruas, enquanto o presidente Susilo Bambag Yudhoyono previa que Obama “tem potencial para enfrentar a crise mundial”. A Tailândia também utilizou a medida financeira para examinar a nova administração americana. Enquanto isso, a Malásia pediu mais atenção para o “sudeste da Ásia”, há muito tempo ignorado por seu antecessor. Especialistas em política na Índia encorajaram Obama a continuar “no caminho do diálogo”, já deixado de lado pelo governo Bush."

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Índia - Cristãos enfrentam forte perseguição na Índia

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Missão Portas Abertas
ÍNDIA (30º) - Cristãos no pequeno distrito de Dahod em Gujarat estão sendo perseguidos pelo grupo fundamentalista Hindutva desde o começo de dezembro. Houve, pelo menos, dois ataques confirmados na comunidade cristã em 13 e 26 de dezembro. Há cerca de 80 igrejas Shalom (que pertencem ao ministério Shalom) somente em Dahod. A maior parte reune-se em casas, e não são registradas como igrejas. Quando têm templos, são construídos com a permissão do proprietário da terra e do chefe do distrito. Os líderes da igreja são nativos e preferem a bhakti mandali (igreja doméstica indiana) do que uma típica igreja no modelo ocidental.

De acordo com um contato na missão Shalom, “Em 13 de dezembro de 2008, um programa de Natal chamado “Natal de compaixão” foi organizado por uma dessas igrejas na vila de Jeri. Jeri fica a 35 quilômetros de Dahod. Naquele dia, o RSS (grupo extremista hindu) bloqueou a estrada para essa cidade, e já esperávamos algum problema. Encerramos o programa por volta das 14 horas. Ficamos com medo de um grupo de defensores do RSS quando os vimos entrar na cidade. Felizmente, a polícia de Dahod chegou e foi ao nosso encontro”.

Em 25 de dezembro de 2008 outro incidente ocorreu na vila de Devalaya. Enquanto os convertidos estavam regressando do culto de Natal, o mesmo grupo que atacou os cristãos em Jeri, também os perturbou. As moças cristãs foram ofendidas pelo grupo. Por volta das três da tarde, um grupo de 40 defensores do RSS foram até Devalaya, entraram nas casas dos convertidos e os espancaram brutalmente. Mais tarde, os cristãos foram até a delegacia para fazer um boletim de ocorrência e informar a polícia sobre o que havia acontecido. Ao contrário do que se esperava, o encarregado, Sr. Abey Singth, ofendeu os convertidos e abriu um processo contra eles, sob a acusação de forçarem conversões.

A missão Shalom contou que “No dia 26 de dezembro, todos os cristãos da igreja foram presos. Nosso evangelista local foi convocado e incomodado pela polícia diversas vezes. Entretanto, no dia 28, pagamos a fiança de todos eles”. Esses acontecimentos não interromperam a pressão sobre os cristãos na área. Em dois de janeiro de 2009, a polícia prendeu outro evangelista local, juntamente com dois anciãos da igreja, e abriu um processo contra eles, sob o pretexto de um ato anticonversão. Eles foram afiançados novamente pela missão Shalom. A polícia local informou que a razão da prisão foi a pressão exercida pelo inspetor geral.

A missão Shalom relatou que “Em três de janeiro, quando o evangelista e os dois anciãos foram assinar o registro na delegacia, o senhor Abey Singth, inspetor local, já havia chamado a mídia local para cobrir o incidente. No mesmo dia, a TV local relatou o acontecido de uma maneira muito preconceituosa. Em quatro de janeiro, o RSS e seus afiliados realizaram uma reunião em uma vila próxima, chamada Salapada, e então ordenaram que os cultos cristãos da área fossem interrompidos e que todos os convertidos deveriam ser investigados.

O processo e a agitação duraram até o dia seguinte. A situação continua tensa. Os defensores do RSS ameaçaram destruir as igrejas da área. Pelo menos três igrejas são alvos imediatos e correm grande risco.

Existem cerca de 12 igrejas Shalom na área, mas a violência pode afetá-las também. Estamos certos sobre as intenções deles, mas não sobre os ataques. Pedimos suas orações para que Deus proteja os cristãos em Dahod. Ore também por Bundiya e Vesiya Bhai, os líderes locais do RSS que incitam o ataques aos cristãos."

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