7/05/2009

Piada de mineiro.

 
Minas é assim...


NUDEZ MINEIRA

Dois cumpadre de Uberaba tavam bem sossegadim fumando seus respectivo cigarrim de paia e proseano.
Conversa vai, conversa vem, eis que a certa altura um deles pergunta pro outro:
- Cumpadre, u quê quiocê acha desse negóço de nudez?
- No que o outro respondeu:
- Acho bão, sô!
O outro ficou assim, pensativo,
meditativo...e perguntou de novo:
- Ocê acha bão purcaus diquê, cumpadre?
E o outro:
- Uai! É mió nudês do que nunosso, né mesmo?


SUTILEZA MINEIRA


O cumpadi,
muito tempo de olho na cumadi, aproveitô a ausência do cumpadi e resolveu fazer uma visitinha para ver se ela não carecia de arguma coisa...
Chegando lá, os dois meio sem jeito, não estavam acostumados a ficar a sós....falaram sobre o tempo.....
- Será qui chove?
- Pois é.....
Ficô um grande silêncio.....
Aí, o cumpadi se enche de corage e resorve quebrá o gelo:
- Cumadi
....qui qui ocê acha: trepemo ou tomemo um café?
- Ah,
cumpadi...cê mi pegô sem pó.....



DIPROMA

O velho fazendeiro do interior de Minas está em sua sala, proseando com um amigo, quando um menino passa correndo por ali.
Ele chama:
- Diproma
, vai falar para sua avó trazer um cafèzinho aqui pra visita!
E o amigo estranha:
- Mas que nome engraçado tem esse menino!! É seu parente?
- É meu neto! Eu
chamo ele assim porque mandei a minha filha estudar em Belzonte e ela voltou com ele!


MINEIRIM NO RIDIJANEIRO


Um mineirim tava no Ridijaneiro, bismado cas praia, pé discarço, sem camisa, caquele carção samba canção, sem cueca pur dibacho.
Os cariocas zombano, contano piada de mineiro. Alheio a tudo, o mineirim olhou pro marzão e num se güentô: correu a toda velocidade e deu um mergúio, deu cambaióta, pegô jacaré e tudo mais.
Quando
saiu, o carção de ticido finim tava transparente e grudadim na pele. Tudu mundo na praia tava oiano pro tamanho do 'amigão' que o mineirim tinha. O bicho ia até pertim do juêio...A turma nunca tinha visto coisa igual. As muié cum sorrisão, os homi roxo dinveja, só tinham olhos pro bicho.
O mineirim intão percebeu a situação, ficou todo envergonhado e gritou:
-Qui qui foi, uai? Seus bobãum...
vão dizê qui quando oceis pula na agua fria, o pintim doceis num incói tamém...?


TRAIÇÃO À MINEIRA


O amigo chega pro Carzeduardo e fala:
- Carzeduardo, sua muié tá te traino co Arcide.
- Magina!! Ela num trai eu não. Cê tá inganado, sô.
- Carzeduardo! Toda veiz qui ocê sai pra trabaiá, o Arcide vai pra sua casa e prega ferro nela.
- Duvido! Ele não teria corage....
- Mais teve! Pode confiri..
Indignado com o que o amigo diz, o Carzeduardo finge que sai de casa, sesconde dentro do guarda-roupa e fica olhando pela fresta da porta.
Logo vê sua mulher levando o Arcide para dentro do quarto pra começar a sacanage.
Mais tarde, ele encontra com o amigo, que lhe pergunta o que houve.
E então, o Carzeduardo relata cabisbaixo:
- Foi terrive di vê!!!...
ele jogou ela na cama, tirou a brusa.... e os peito caiu....tirou a carcinha...e a barriga e a bunda
dispencaro.......
tirou as meia...e apariceu aquelas varizaiada toda, as perna tudo cabiluda. E eu dentro do guarda roupa, cas mãos no rosto, pensava: 'Ai...qui vergonha que tô do Arcide!!!'


UAI SÔ


Um mineirinho bom de cama, passando por New York, pega uma americana e parte para os finalmentes.
Durante a relação, a americana fica louca e começa a gritar:
- Once more, once more, once more.....
E o mineirinho responde desesperado:
- Beozonte, Beozonte, Beozonte.....



O EMPRESÁRIO E O MINEIRIM!


Num certo dia, um empresário viajava pelo interior de Minas.
Ao ver um peão tocando umas vacas, parou para lhe fazer algumas perguntas:
-
Acha que você poderia me passar umas informações?
-
Claro, sô!
- As vacas dão muito leite?
- Qual que o senhor quer saber: as maiáda ou
as marrom?
- Pode ser as malhadas.
- Dá
uns 12 litro por dia!
- E as marrons?
- Tamém uns 12 litro por dia!
O empresário pensou um pouco e logo tornou a perguntar:
- Elas comem o quê?
- Qual? As maiáda ou
as marrom?
- Sei lá, pode ser as marrons!
- As marrom come pasto e sal.
- Hum! E as malhadas?
- Tamém come pasto e sal!
O empresário, sem conseguir esconder a irritação:
- Escuta aqui, meu amigo!
Por quê toda vez que eu te pergunto alguma coisa sobre as vacas você me diz se quero saber das malhadas ou das marrons, sendo que é tudo a mesma resposta?
E o matuto responde:
- É que as maiáda são
minha!
- E as marrons?
- Tamém!


INDO PARA A PESCARIA...


Os dois mineiros se encontram no ponto de ônibus em Cocalinho para uma pescaria.
- Então cumpade, tá animado?
pergunta o primeiro.
- Eu tô, home!
- Ô cumpade, pro mode quê tá levano esses dois embornal?
- É que tô levano uma pingazinha, cumpade.
-
Pinga, cumpade? Nóis num tinha acertado que num ia bebê mais?!
- Cumpade, é que pode aparece uma cobra e pica a gente. Aí nóis desinfeta com a pinga e toma
uns gole que é pra mode num sinti a dô.
- É...
e na outra sacola, o que qui tá levano?
- É a cobra, cumpade. Pode num tê lá...


MINEIRIM COMPRANDO PASSAGEM


O mineirin vai a uma estação ferroviária para comprar um bilhete.
- Quero uma passage para o Esbui - solicita ao atendente.
- Não entendi; o senhor pode repetir?
- Quero uma passage para o Esbui!
- Sinto muito, senhor, não temos passagem para o Esbui.
Aborrecido, o caipira se afasta do guichê, se aproxima do amigo que o estava aguardando e lamenta:
- Olha, Esbui, o homem falou que prá ocê não tem passagem não!



A PESQUISADORA E O MINEIRIN


Uma pesquisadora do IBGE bate à porta de um sitiozinho perdido no interior de Minas.
- Essa terra dá mandioca?
- Não, senhora. - responde o roceiro.
- Dá batata?
- Também não, senhora!
- Dá feijão?
- Nunca deu!
- Arroz?
- De jeito nenhum!
- Milho?
- Nem brincando!
- Quer dizer que por aqui não adianta plantar nada?
- Ah! Se plantar é diferente!!!
 
www.icq.com/147889677
3r10nbr4510

congresso



Se você não consegue visualizar este e-mail, clique aqui.
NEWSLETTER HAGNOS
NEWSLETTER HAGNOS
NEWSLETTER HAGNOS
NEWSLETTER HAGNOS
Política Anti-Spam: se você não deseja continuar recebendo
as novidades e promoções da Hagnos, p



--
www.icq.com/147889677
3r10nbr4510

7/03/2009

ouvindo musica... e

ouvindo musica... e o sono chegando...

6/26/2009

Você acredita no Brasil?

Brasileiros faz essa pergunta -- tema permanente desta página -- a vários brasileiros. Confira as respostas extraido daqui. "Como não acreditar em um país como o Brasil, permeado de características únicas e com grande diversidade. Ainda que a sociedade brasileira reforce uma ideologia de inferioridade, um racismo em relação aos negros e à religião do candomblé. Nas últimas décadas, educadores como eu e pesquisadores como Pierre Verger e Roger Bastide têm tentado fundamentar sua prática cotidiana, direcionando uma educação antirracista, contribuindo com isso para um Brasil melhor, com maiores possibilidades de sucesso escolar para todos os alunos, brancos, negros e afro-descendentes. Certamente a história de vida dessa população deverá ser o ponto de partida para o favorecimento de seu processo de construção do saber e da sua valorização. Como educador acredito na capacidade humana de sentir e enxergar uma cultura de solidariedade, buscando criar e implantar uma sociedade caracterizada por justiça, respeito e dignidade perante todos." Alexandre Teixeira Ramos, pedagogo e babalorixá

"O brasileiro comum tem uma incrível resistência: sobreviveu a Portugal, a ditaduras e as suas elites. Teve - e tem ainda - um duro aprendizado com o voto, mas constrói com a sua vontade uma democracia, e ensina essa democracia a sobreviver, como ele. Ambos resistem a uma enorme crise das elites. É nessa construção que acredito. É ela que está desenhando, traço a traço, o Brasil no qual eu acredito."
Maria Inês Nassif, jornalista

"Acredito no Brasil porque ele pode ser repensado, é um país extremamente rico em recursos minerais e em sua produção cultural. Acredito nesse povo mameluco afro-brasileiro. Mameluco é o branco europeu que chegou aqui a partir do século XVI e começou a fundir-se no nosso solo. Afro-brasileiro é o negro que chega só a partir do século XVIII para contribuir com tudo isso que somos hoje como povo. E quando digo que acredito no Brasil é porque ele pode ser construído de fato, temos uma série de problemas, mas que devem ser resolvidos por meio de gestos políticos, de força de vontade e não a partir de fórmulas limitadas. O Brasil é possível porque a gente pode fazer um Brasil como ele é de fato, valorizando suas origens e todas as coisas que nos dão o prazer de sermos brasileiros."
Wesley Nóog, cantor e compositor

"Confesso que a primeira resposta que imaginei à pergunta era um tanto cínica. Pensei em dizer que acreditava no
Brasil, já que ele simplesmente existia. No entanto, lembrei-me depois do poema em que Drummond dizia: 'nenhum Brasil existe'. O mais sugestivo na afirmação é que ela vinha na sequência de outras mais familiares, sobre a necessidade de se descobrir, educar, louvar e até adorar o Brasil. O inventário se detinha, entretanto, subitamente com a proclamação, em sentido inverso, de que seria preciso esquecer o Brasil. Melhor, pouco depois de negar a existência do Brasil, vinha a pergunta: 'E acaso existirão os brasileiros?'. Ou seja, indicava que mais importante do que tudo que se deveria fazer para se descobrir, educar, louvar e até adorar o Brasil seria a existência ou não do 'brasileiro'. Em outras palavras, como que indicava que de nada valeria inventar a nação Brasil se não houvesse povo brasileiro. Este não deixa de ser um bom resumo de nossa história: pelo menos desde a independência se procura criar uma nação, deixando para trás o passado de colônia. Mesmo assim, se tem tido grande dificuldade de encontrar lugar nela para seu povo, antes escravo, depois não propriamente cidadão. Infelizmente, por isso, mesmo que acreditemos no Brasil ainda devemos nos perguntar: E acaso existirão os brasileiros?"
Bernardo Ricupero, professor de ciências políticas da Universidade de São Paulo (USP)
-- www.icq.com/147889677 3r10nbr4510