"A Amazônia não é um santuário inviolável", diz Marina Silva - 16/09/2009 - El País:
"El País: Um dos grandes desafios do Brasil é a corrupção, que se incrustou em todas as instituições de forma alarmante.
Marina Silva: Mesmo reconhecendo que o Brasil tem problemas graves de corrupção, eu não ousaria dizer que Lula não fez nada a esse respeito.
Ele implementou sistemas de controle e ampliou significativamente a capacidade de investigação da Polícia Federal.
Quando fui ministra do Meio Ambiente, levamos à prisão 725 pessoas. Muitas delas eram funcionários públicos.
Sem a liberdade de investigação dada à polícia pelo governo Lula, isso teria sido impensável. Se hoje se vê mais a corrupção é porque se investiga mais."
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9/19/2009
Marina Silva, a companheira que desafiou Lula - 16/09/2009 - El País
J. Arias e S. Gallego-Díaz
Em Brasília
Em Brasília
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Em 1994: senadora eleita pelo PT do Acre
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Em 1989: vereadora eleita pelo PT em Rio Branco
O anúncio de Marina Silva de que abandonava o Partido dos Trabalhadores (PT), no qual lutou durante 30 anos lado a lado com Lula, caiu como um verdadeiro golpe na política brasileira. Silva estava há um ano e meio em silêncio, desde que se demitiu do cargo de ministra do Meio Ambiente, convencida de que suas ousadas políticas sobre desenvolvimento sustentável na Amazônia eram boicotadas por outros membros do governo, especialmente pela poderosa Rousseff, chefe de gabinete de Lula (uma espécie de primeira-ministra na sombra).
O terremoto deve-se não tanto às expectativas reais de Marina Silva como ao fato de que introduz um forte elemento de incerteza. A peleja presidencial não será um duelo entre Rousseff, 62, e o governador de São Paulo, José Serra, 67, líder do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), como estava previsto, mas uma batalha mais aberta. Talvez se animem a participar outros candidatos que disputam no primeiro turno o voto de esquerda do PT.
Lula pareceu ignorar até agora a escassa popularidade de Rousseff - famosa por seu caráter forte e sua mão de ferro, mas pouco valorizada nas pesquisas -, talvez convencido de que seu enorme prestígio e seu amplo crédito político seriam mais que suficientes para inclinar, no momento certo, a balança eleitoral a favor de sua escolhida. Embora a proclamação de candidatos ainda não seja efetiva, e o PT prefira repensar as coisas, ninguém confia em que Lula dê seu braço a torcer e deixe cair a candidatura de sua chefe de gabinete.
Quero algo parecido com o que o PT fez há 20 anos
Não posso falar ainda como candidata, mas creio que o debate deve ser sobre ideias e que a ética deve prevalecer. Eu nunca mentiria a respeito da honra de alguém para ganhar eleições. E de um ponto de vista político creio que, se me apresentar, será com a aspiração de chegar a esse segundo turno. Eu gostaria de fazer algo parecido com o que o PT fez há 20 anos, quando rompeu com os partidos tradicionais
Lula não pode concorrer a um terceiro mandato segundo a Constituição brasileira, e embora conte com uma aprovação superior a 80% negou-se a promover qualquer mudança legislativa nesse sentido. O presidente desenvolveu uma política pragmática não só no campo da economia, mas também das alianças políticas, ao extremo de obrigar recentemente o PT a apoiar a continuidade de José Sarney, líder do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) na presidência do Senado, apesar das múltiplas acusações de corrupção que pesam sobre ele. O PMDB pode ser básico para reforçar Rousseff em um eventual segundo turno presidencial.
Se afinal é a economia que acaba decidindo muitas eleições, Lula ainda tem um importante trunfo nas mãos. O Brasil acaba de sair da recessão, com um aumento de 1,9% do PIB no último trimestre. As previsões de crescimento para 2010 são de 5%. Esse é o melhor sonho do ex-sindicalista que se transformou em um dos dirigentes mais populares do mundo: deixar o comando com o país crescendo. Lula havia profetizado que a crise no Brasil seria só uma marola. Na época ninguém acreditou.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
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aspirações globais do Brasil - 15/09/2009 - El País
O armamento comprado da França confirma as aspirações globais do Brasil - 15/09/2009 - El País
O Brasil, que renunciou à arma nuclear, pretende dotar-se de forças armadas decisivas, resultado coerente com o papel de grande potência regional. Mas não é tudo o que o presidente Lula ambiciona em uma América Latina muito mais unida que hoje. O gigante cronicamente atrofiado até alguns anos atrás aspira a um lugar no Conselho de Segurança da ONU e aparece hoje em qualquer lista dos poucos países que contarão no século 21. Não há fórum de longo alcance, político ou econômico, no qual ele não comece a jogar um papel que muito poucos teriam previsto. As conquistas brasileiras foram deslocando o centro de gravidade latino-americano em claro detrimento de um México que, abismado em suas enormes dificuldades de todo tipo, aspirava a esse papel de ímã.
Apesar de seus contrastes - desde uma sustentada corrupção até o ocasional alinhamento internacional com regimes inapresentáveis -, o grande salto do Brasil se deve em boa medida aos quase sete anos de esquerdismo pragmático de Lula e à semente econômica deixada por seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Desde sua chegada ao poder, o ex-líder sindical teve a rara coragem de manter uma política econômica responsável, que entre outros sucessos tirou da miséria milhões de seus compatriotas. Em uma região frequentemente pendular, Lula da Silva demonstrou que existem modelos de desenvolvimento e comportamento político muito mais produtivos e funcionais do que os que propõem Chávez e seus admiradores. Esse contrapeso prático ao demagógico discurso bolivariano em ascensão é um de seus maiores serviços aos americanos.
Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves
Revuelo nuclear en Brasil
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via ELPAIS.com - Última Hora de JUAN ARIAS | Rio de Janeiro em 07/09/09
Brasil ya domina los conocimientos y la tecnología necesarios para producir, si lo desea, un arma nuclear, según revela una tesis doctoral presentada en el Instituto Militar de Ingeniería del Ejército (IME), y que ha salido a la luz en la prensa local. Según publicó el domingo el diario Jornal do Brasil, la Agencia Internacional de Energía Atómica (AIEA) reclamó en abril al Gobierno de Luiz Inácio Lula da Silva más detalles sobre el estudio, parte del cual ha sido publicado en un libro.
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