7/18/2010

os produtos da floresta

Os produtos da floresta

foto: Leonide Príncipe
O guaraná é a fruta mais popular da Amazônia, dele se faz refrigerante e estimulantes
Na Amazônia, oitenta por cento das árvores são endêmicas da região, isto é, só ocorrem lá. Muitas dessas espécies oferecem produtos que há milhares de anos são consumidos e utilizados pelos habitantes da região e há poucas décadas começaram a estar presentes no cotidiano dos brasileiros do resto do país. Exemplos destes produtos são:

Cupuaçu

Este parente próximo do cacau é usado na fabricação de sucos, doces e sorvetes e é comercializado nos mercados do sul do Brasil e exterior. Existem alguns locais onde se está produzindo, a partir do óleo de suas sementes, o cupulate, semelhante ao chocolate e base para alguns cosméticos.

Castanha

A castanha é conhecida internacionalmente pelo sabor e valor nutritivo. Muitas comunidades têm boa parte de sua renda comprometida na extração do produto. As castanhas são comidas puras e da sua fruta são feitos óleo e biscoitos. O óleo, anteriormente, começa a ser produzido em algumas reservas extrativistas do Amapá e por índios Kayapó no Pará, que o vendem ao mercado estrangeiro para a fabricação de cosméticos. A castanha possui um micro-nutriente essencial ao homem, o selênio, que é um importante antioxidante. Também é rica no aminoácido essencial Metionina, importante para a síntese de proteínas.

Guaraná

Popular no país e no exterior, o guaraná é uma planta nativa da Amazônia, em forma de arbusto ou cipó lenhoso, da qual se faz o famoso refrigerante e o estimulante. Os índios Sateré-Mawé foram os descobridores das virtudes fitoterápicas da planta e são os detentores da "tecnologia" do cultivo (coleta e transplante das mudas, cuidados na torrefação em fornos de barro, etc). Desde 1995 existe na área indígena andirá-Marau- com 8.000 km², que reúne 70 aldeias com 7.000 pessoas na fronteira dos estados do Amazonas e Pará - o Projeto Guaraná, que busca proteger o único banco genético da planta existente no mundo. O guaraná é vendido ara o mercado europeu e os recursos gerados retornam para os Sateré-Mawé. Hoje, seis toneladas de guaraná em pó e em barras são exportadas anualmente pelo projeto a US$ 35-40 o quilo. Na região, além da venda do guaraná, estão em desenvolvimento projetos de coleta diferenciada de lixo, criação de abelhas nativas e agroturismo ecológico, que vai possibilitar às pessoas que queiram conhecer o processo de cultivo da planta, fazê-lo nos próximos anos.

Açaí

O fruto nativo da Amazônia sempre foi consumido pelas populações nas margens dos rios e agora ganhou o mercado no sul do Brasil e norte-americano como produto energético. É rico em vitamina B1, magnésio e ferro. A palmeira do açaí também produz palmito, mais aceito pela população pela semelhança de gosto com o palmito juçara, do sul do País, e suas sementes são muito utilizadas no artesanato local.

Camu-camu

Essa fruta pequena e azeda tem quatro vezes mais vitamina C do que a acerola e 30 vezes mais que a laranja. É um fruto de planta nativa da Amazônia e se encontra disperso pela região. seus frutos são pequenas esferas do tamanho de
cerejas, de casca mais resistente do que a acerola, lembrando a jabuticaba. apresenta uma cor avermelhada que, à medida que amadurece, passa a um roxo enegrecido. A Amazônia peruana já a consome em refrescos, sorvetes, picolés e tortas. A casca é acrescentada à polpa, pois é o que contém a maior parte dos teores nutritivos. No Brasil, algumas reservas, como a de Iratapuru no Amapá, já estão beneficiando a polpa.

Pupunha

Fornece frutos que alimentam o homem e animais e palmito, que cresce e rebrota em touceiras e não exige o sacrifício de uma planta inteira para fornecer um único palmito, como o que acontece com o da espécie juçara, da Mata Atlântica. O fruto, cozido em água, rico em carboidratos e vitamina A, é muito apreciado. A pupunha contém mais proteínas do que a mandioca, pode ser transformada em farinha e de suas raízes se retira um medicamento para controle de verminoses. Dos frutos cozidos da palmeira faz-se uma bebida que, misturada à banana ou à mandioca, é deixada a fermentar por alguns dias, transformando-se em uma bebida alcoólica. Suas folhas são utilizadas como palha e fibra vegetal para a construção e artesanato e seu caule pode ser usado para a fabricação de móveis.

Óleos e essências

Há mais de dois séculos, o pau-rosa é uma das espécies mais exploradas para a extração do óleo essencial na região amazônica. Como a extração da essência implica no corte da árvore, a espécie é considerada em perigo e atualmente a exploração está sendo regulamentada pelo Ibama, que determina que todos os produtores de óleo essencial de pau-rosa devem repor 80 mudas para cada tonel (180 kg) produzido. Algumas instituições estão desenvolvendo uma forma de tirar o óleo do pau-rosa dos galhos e folhas, para impedir a destruição de toda a árvore. outras espécies, como o puxuri, do qual a essência é extraída das fohas e galhos, o cumaru e andiroba, cujos óleos são extraídos da semente, são espécies aromáticas significativas na região e têm seus óleos essenciais vendidos para o Brasil e exterior para a produção de cosméticos. A copaíba é outra espécie importante e seu óleo é tirado do tronco, dos galhos e das folhas. Esta resina oleosa é usada como componente para verniz, cosméticos e na indústria farmacêutica. Muitas vezes substitui o óleo de linhaça em tintas, como secante. Algumas comunidades em Silves, no estado do Amazonas, e no amapá, têm explorado de forma sustentável estas espécies para a fabricação de produtos naturais.

Plantas medicinais

O conhecimejnto sobre as plantas medicinais e suas propriedades na floresta amazônica é grandioso. até hoje, muitas comunidades têm seus tratamentos baseados na ciência tradicional. O jatobá, por exemplo, é usado para combater a anemia, o xixuá é usado contra o reumatismo, a carapanaúba, contra a malária e outras febres da floresta. uma das plantas preferidas pelos caboclos da floresta é a saravura-mirá, uma espécie de cipó que cortado em pedaços tem sua casca raspada em uma cuia com água e dela resulta uma bebida amarga - que lembra a cerveja - que serve no combate ao reumatismo e no restabelecimento de energias.

Alucinógenos

A flora amazônica é muito rica em alucinógenos, dos quais a ayahuasca, que ján tinha um valor religioso entre os povos indígenas, assumiu um papel importante entre os seringueiros e povos da floresta. Comunidades foram fundadas na Amazônia e se espalharam pelo Brasil, tendo suas regras sociais baseadas em critérios espirituais, formando duas grandes correntes: a da União do Vegetal (UDV) e a do Santo daime, além de outras, como a Barquinha. O chá preparado com o cipó mariri ou jagube e com a folha da chacrona ou rainha é conhecido como vegetal, hoasca ou Santo Daime e, de acordo com seus usuários, é um veículo de iluminação.



Conteúdo retirado do Guia Amazônia - Brasil da Editora Horizonte

[Ovelha Magra] Sem perguntas


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Nova Friburgo, 18 de julho de 2010

 

Sem perguntas

 
 

Decidi parar de perguntar "qual é a vontade de Deus para minha vida?". Não é uma decisão simples. Certamente existe uma vontade ou um propósito específico de Deus para cada pessoa, mas descobrir esta vontade sem perguntar sobre ela é, na verdade, a forma saudável de se encontrar o caminho da vida e na vida. Porque as respostas vão aparecendo através da própria caminhada, no dia-a-dia, sem a necessidade esquizofrênica da pergunta ou de saber, antes do tempo, a resposta.

Quando aprende-se a andar em confiança Nele as respostas surgem de onde menos esperamos, todo dia, às vezes vêm através de um sonho, às vezes através de um anjo sussurrando coisas nos nossos ouvidos e pensamentos, outras vezes é a manhã ou a noite que trazem naturalmente as respostas que desejamos receber. Até crianças podem ser portadoras de uma palavra sábia do Criador de todas as coisas para você e eu. Existem vezes que o silêncio já responde tudo, como aconteceu com o profeta Elias quando estava deprimido, com medo e sozinho dentro de uma caverna. Existem vezes, também, onde o próprio Espírito de Deus fala poderosa e fortemente ao nosso coração e entendimento, mas quem escolhe a forma de falar e, principalmente, quando falar, é Ele.

Minha oração ultimamente tem sido mais ou menos assim: "Deus permita que eu não seja apático ao extremo para não perceber que é hora de agir e, também, jamais me deixe ser suficientemente impulsivo para fazer qualquer coisa antes da hora e do modo errado." Tenho esperado o "é agora!" de Deus e tento andar nisso sem perder o norte da vida, sem perder tempo e sem antecipar a saída da borboleta do casulo. Não fico sentado, esperando a banda passar ou algo cair do céu, mas também não fico jogando a rede ansiosa e desesperadamente a noite toda sem pegar um peixe sequer. Tenho absoluta certeza de que quando for a hora Ele vai ordenar "lança a rede ao mar!". Encontrar este equilíbrio entre o nosso agir e, principalmente, o agir de Deus é uma busca que frutifica paz e esperança concreta cada vez mais no meu coração e é o que tenho percebido na caminhada de tantos outros amigos que aprenderam ou estão aprendendo este jeito de viver pela fé.

Quando voltei a morar em Friburgo, a cidade onde nasci e cresci, depois de ter passado mais de dez anos morando no Rio, estudando, trabalhando e pastoreando, redescobri uma trilha quase deserta em um bosque aqui perto da casa onde estou morando atualmente. É uma trilha muito bonita, cheia de árvores, longe do barulho dos carros e do ritmo frenético da cidade "grande". Tenho andado nela muitas vezes para orar, conversar com Deus e ouví-lo, às vezes me falando usando um passarinho ou no frio gostoso de andar descalço na terra úmida.

Hoje, especialmente, eu terminei meu trabalho e resolvi fazer uma caminhada depois do almoço porque o clima estava gostoso para caminhar e o coração pediu. Foi revigorante, reafirmei algumas direções diante do Senhor, apresentei alguns projetos e desejos do meu coração enquanto andava por lá. Tenho certeza que o Senhor estava caminhando comigo ali. A ansiedade às vezes bate à porta, mas tem sido um verdadeiro exercício de fé a dissipação de pensamentos que tentam reativar coisas que já foram entregues a Deus. O melhor de tudo é que Ele coloca muita paz e fé no meu coração nestes momentos e eu ganho, cada vez mais, plena convicção que o meu redentor vive.

Quando tudo parece perdido Ele me trás à memória exemplos de confiança dos nossos irmãos do passado, como o profeta Habacuque quando disse: "Mesmo não florescendo a figueira, não havendo uvas nas videiras; mesmo falhando a safra de azeitonas, não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação".

Eu tenho absoluta convicção que Ele não vai perder nossos sonhos de vista, nem vai permitir que o tempo passe sem sentido para cada coraçãozinho que O busca, às vezes, sem saber. Há cura e vigor Dele para nossas vidas, existem propósitos Dele em relação a nós que já foram selados e que nada neste mundo ou no porvir poderá separar-nos deste grande e infinito amor que o Pai Eterno alimenta em relação a você e eu. Somos alvo irremediável, incansável e irrevogável do carinho e zelo do Senhor.

Pode até ser que não venhamos a ver muitas das nossas perguntas respondidas da forma como queremos, mas Deus vai respondê-las muitas vezes usando o caminho natural proposto aos nossos pés e coração.

Esta é a hora de aprendermos a parar de perguntar "qual é?" e apenas andarmos confiantemente sabendo que a resposta sempre vem, de um jeito ou de outro. Quando Deus quer falar não precisa-se perguntar ou "permitir", não é preciso ritual específico ou qualquer sacrifício, Ele simplesmente o faz. Creia!


 

 

O Deus que fala, até quando se cala, te abençoe rica, poderosa e sobrenaturalmente.

 

 
 
 
 


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7/17/2010

papagaio amarelo (Amazona collaria) | Parrot Encyclopedia

Yellow-billed Amazon (Amazona collaria) | Parrot Encyclopedia


MAIN_yellow-billed_amazon_01
Yellow-billed Amazon parrotCredit: © Gail Worth


Genus:
Amazona

Species:
collaria

Size: Adult Weight:
28cm (11 in) 260g (9.1 oz)

Races including nominate:
one

Colourization Adult: Both adults in general green, with yellowish underparts; black edging on feathers of crown to mantle and sides of head; white forehead and line around eyes; dull blue forecrown; pale blue lores and upper cheeks; blue/grey ear coverts tinted with green; rose/red throat, forecheeks and sides of neck; green tail with red at base. Bill yellow. Eye ring white, eye brown.

Colourization Juvenile: As in adults but with grey markings on upper mandible.

Call: Calls made in flight bugling notes, lower in pitch than those of Black-billed Amazon and last syllable prolonged. Also high-pitched notes while perched.

Sucesso para o programa de melhoramento genético para Chauá no Brasil.

By David Waugh, Loro Parque Fundación Por David Waugh, Fundación Loro Parque

Red-browed Amazon © Louri Klemann Jr
Red-browed Amazon © Louri Klemann Jr -Chauá Amazona © Louri Klemann Júnior

 
  O Instituto de Pesquisa e Conservação da Natureza (Instituto de Pesquisa e Conservação da Natureza - Idéia Ambiental) de Curitiba, no Brasil, está realizando um projeto para a conservação do Papagaio-chauá (Amazona rhodocorytha) no estado selvagem e, em 2006 - como uma apólice de seguro - também iniciou um projeto paralelo para estabelecer um programa de reprodução em cativeiro na cidade.
 
  O Chauá, endêmicas da Mata Atlântica do Nordeste do Brasil, é uma das amazonas mais ameaçadas do continente. Está ameaçada pela destruição e fragmentação do habitat, bem como a remoção dos jovens dos ninhos para o comércio ilegal como animal de estimação. Menos de 10% do habitat original permanece, e as populações selvagens poderia ser tão baixa quanto 845 pássaros - e continua a declinar.
 
 Com o apoio financeiro da Fundação Loro Parque, em Espanha, e da Federação Americana de Avicultura, um centro de reprodução tem sido construído em terrenos de propriedade de outro sócio, o Zoológico Municipal de Curitiba. Este centro de criação científica pode contribuir para uma população geneticamente viáveis de espécies em cativeiro, trocar informações com outros criadores, e ser utilizado para a eventual reintrodução de aves de volta à vida selvagem.  Liderados por Louri Klemann Júnior da Idéia Ambiental, o projeto também beneficia o conselho de Pedro Scherer-Neto de História Natural de Curitiba Museum (Museu de História Natural Capão da Imbuia).
 
Red-browed Amazons © Louri Klemann Jr
Red-browed Amazons © Louri Klemann Jr -Chauá Amazonas © Louri Klemann Júnior
 
Louri iniciou a população em cativeiro com 21 pássaros que tinham sido confiscadas pelas autoridades brasileiras e depositadas no novo centro pelo IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais).  Após quarentena e determinação de gênero, estas aves foram colocadas em um viveiro grande para escolher seus próprios companheiros, criando pelo menos sete pares de criação, que foram então transferidas para os viveiros de criação.
 
  O Chauá não é fácil reproduzir em cativeiro, e até agora poucos criadores podem relatar sucessos.  Assim, duas estações de monta, foram exigidos para as aves no centro de Curitiba para atingir a maturidade, e se sentir confortável com seu entorno.
 
Red-browed Amazon feeding young © Louri Klemann Jr
Red-browed Amazon feeding young © Louri Klemann Jr Chauá alimentação das crias © Louri Klemann Júnior
 
  De acordo com as notícias mais recentes, o primeiro par é de reprodução,
 e atualmente é a criação de três filhotes saudáveis. Os outros pares

estão sob observação atenta aos sinais que eles possam também

 procriar com sucesso este ano.



Nota do Editor: Pedro Scherer-Neto será um dos palestrantes do Simpósio Internacional de Papagaios em 13 - 15 maio de 2010 em San Diego, Califórnia. . Veja Parrot Eventos na nossa home page para mais detalhes.