9/11/2010
Descendência
"E coabitou Caim com sua mulher; ela concebeu e deu à luz a Enoque. Caim edificou uma cidade e lhe chamou Enoque, o nome de seu filho." (Gênesis 4:17 ARA)
Interessante que ninguém questiona o fato de Caim ser amaldiçoado, é uma unanimidade, o texto não dá margem a outro entendimento. Mas leia os próximos 5 versículos e note uma curiosidade. Eu estava recentemente em Fortaleza em uma Conferência quando me chamaram a atenção sobre este ponto: a descendência de Caim fez as grandes obras registradas. Edificaram cidades, contruíram instrumentos, trabalharam os metais. Por quê?
Simplesmente por que a maldição de seus antepassados pode ser quebrada e não precisa necessariamente definir o seu destino. Não quero entrar aqui no aspecto da hereditariedade da maldição, mas apenas no aspecto prático: se os descendentes de Caim prosperaram e se multiplicaram, se eles puderam fazer coisas importantes e escrever a história – e quanto a nós? Pode algo nos impedir? Claro, sempre pode. Mas que não seja isso. Se Caim amaldiçoado e marcado encontrou uma esposa e se casou e teve filhos, por que motivo nós não podemos almejar constituir uma familia? Será que Caim vai nos deixar para trás?
Em síntese, devemos olhar em frente ao conduzir nossa vida em vitória por meio de Cristo Jesus. Não devemos nos apegar ao que nos contam ou nos impõe, mas sim ao que a Palavra de Deus, a Bíblia, nos promete. É a promessa Dele que conta, não a história de seus pais ou antepassados. Poder até ser que isso imponha algumas dificuldades, mas vá atrás da promessa para sua vida e não da deles.
Há uma eternidade para entender de Deus o que hoje é polêmico para nós ou de compreensão difícil. Mas o tempo de viver uma vida abundante e que vale a pena – começa aqui e agora. Não se intimide: posicione-se em Deus e siga em frente.
"Pai, obrigado por que eu posso viver uma vida plena e abundante Contigo sem que isso me constranja. Ensina-me a ter esta vida independente daquilo que atrapalhou os que vieram antes de mim."
Mário Fernandez
História de Vida
"Servindo ao Senhor com toda a humildade, e com muitas lágrimas e tentações, que pelas ciladas dos judeus me sobrevieram;" (Atos 20:19 ARA)
É muito curioso observar jovens vocacionados dando seus primeiros passo na caminhada do seu ministério. Já estive nesta posição e me lembro da ansiedade, do desejo quase desenfreado de servir a Cristo – e certamente de muitas das trapalhadas também. Um líder, em qualquer esfera, precisa primeiro escrever uma história para depois poder desfrutar dela. No meio cristão e eclesiástico também não é diferente.
O apóstolo Paulo também seguiu esta caminhada, primeiramente como judeu perseguidor de cristãos e posteriormente como grande evangelista e mestre no Reino de Deus. Ninguém é melhor do que ninguém, especialmente em se tratando de servir a Deus, mas é preciso reconhecer que a máxima de "ferramenta certa para o serviço certo", se aplica também aos líderes cristãos. Os jovens e os menos experientes podem e devem servir, mas sempre lembrando que seu treinamento está mais atrás, não abaixo, daqueles que os precedem. Igualmente, aqueles que acumulam mais experiência, não devem vender seu direito por um prato de lentilhas como fez Esaú. O fato de ter mais experiência não nos torna melhores ou superiores, mas apenas um pouco mais adiantados na caminhada. O valor da humildade e do coração de servo devem ser preservados e na minha opinião, mais aguçados com o passar dos anos.
É entristecedor ver iniciantes ao ministério não tendo oportunidade de se desenvolverem, mas é igualmente ruim de ver pessoas mais experientes tendo soberba por conta de seus feitos passados. Paulo escreveu uma história por onde passou, mas avalie e olhe como ele termina sua fala no verso 24. Este deve ser nossa inclinação de alma e coração.
O que passar disso, realmente, não edifica.
"Pai, ensina-me a crescer na Tua Presença alcançando experiência mas mantendo a humildade e sujeição a Ti."
Mário Fernandez