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Vamos cumprir o que a Palavra de Deus nos orienta (I Timóteo 2.1-5).
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02/10
Clamor pelas eleições de 2010
Dia da oração pelas eleições no Brasil.
Dia 02/10/2010. Você que acredita que a vontade de Deus é o melhor para o Brasil, junte-se a nós para juntos levantarmos um clamor para que Deus coloque na presidência do país, no governo dos estados, nos cargos de deputados e senadores, aqueles que cumprirão Sua vontade.
"Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra" (2 Crônicas 7:14).
"Bendita é a nação cujo Deus é o Senhor, e o povo que Ele escolheu para sua herança."(Salmos 33:12).
Se você entendeu a necessidade deste dia de oração, encaminhe para o máximo de pessoas que puder.
Que Jesus te abençoe e que derrame graça e sabedoria sobre você.
Escreva seu nome e estado e encaminhe para o máximo de pessoas que puder:
Rafaella Grobério Moreira-ES
Camila Martins de Oliveira- ES
Lígia dos Santos- ES
Sandro Matos-BA
Sulamita - Ba
Giselli - BA
Aline Capato-MG
Pr Ronaldo Lima
Edna Ruth Santos Maia-MG
Andressa Souza - MG
Erlon Eduardo - Bahia, Brasil.
--
"Dica de segurança: endereçar o e-mail no Cco. Desta forma você estará protegendo a mim, seus amigos e a você mesmo."
10/01/2010
Resposta de Marina Silva ao bispo D. Moacyr
Recebi este texto pelo email, gostei e estou repassando.
Resposta de Marina Silva
Veja a capacidade intelectual e, principalmente humana, de sair de uma
saia justa como essa - e com tanta classe.
Assunto: Resposta de Marina Silva ao bispo D. Moacyr
24 de maio de 2010
No sábado passado, a Folha publicou reportagem com Dom Moacyr Grechi,
74 anos, arcebispo de Porto Velho e mentor político da senadora Marina
Silva. Para ele, não existe nenhuma esperança de vitória. Falta nela o
perfil de presidente. Mais que perfil, a capacidade de reagir a pressão
de todo o gênero. Ela é muito frágil para aguentar. Amigos desde 1974,
Dom Moacyr disse que Marina tem pouco jogo de cintura e sua
fragilidade ficou comprovada quando ela dirigiu o Ministério do Meio
Ambiente (2003-20008). Ela vivia em uma angústia constante.
Em artigo hoje, na Folha, Marina contesta o seu mentor. Eis o texto
dedicado ?Ao amado dom Moacyr:
Li na Folha (22/5) sua afirmação de que
sou frágil e não tenho perfil para a Presidência da República. No
início, fiquei triste. Já tinha ouvido algo parecido do senhor, de forma
carinhosa, mas ler assim como está no jornal tem outro peso.
Refletindo mais, reconciliei-me com sua mensagem. Quando ando por aí, muitos me
dizem que minha luta é de Davi contra Golias. Então vamos conversar
sobre passagens bíblicas, que conhecemos bem. Elas se completam e
iluminam o que quero dizer. Quando Saul terminava seu reinado, Deus
mandou o sacerdote e profeta Samuel ungir novo rei entre os muitos
filhos de Jessé. O profeta procurou entre os mais belos, os mais fortes
e os mais habilidosos, mas Deus descartou todos.
Jessé lembrou então de
Davi, o seu filho mais novo, que pastoreava ovelhas. O profeta o achou
muito fraquinho, meio esquisito. Mas Deus ordenou que o ungisse rei dos
israelitas, porque olhava para o seu coração, e não para a sua aparência. Foi assim que
Davi foi escolhido para ser rei.
E logo provou seu valor ao enfrentar
Golias, o gigante filisteu, guerreiro acostumado a usar escudo, capacete
e armadura e a manejar a espada. O jovem Davi, aparentemente fraco e sem
muito preparo para aquele tipo de duelo, ganhou a luta porque não
tentou usar a armadura de Saul, que lhe fora ofertada e nem lhe cabia
direito. Usou sua própria arma, a funda, e ali colocou a pedra para
jogá-la no lugar certo, na testa do gigante.
Assim como o senhor, dom
Moacyr, Samuel era homem corajoso, temente a Deus, preparado para o
sacerdócio desde um ano de idade. O senhor é muito importante na minha
vida, da mesma forma que Samuel foi na vida de Davi.
E está me vendo com olhos cuidadosos, preocupados
com circunstâncias que talvez me causem
sofrimento. Mas, como sabe por experiência própria, não podemos ficar
presos às circunstâncias.
Quando o senhor chegou ao Acre, aos 36, enfrentou os poderosos e ficou
do lado de Chico Mendes e de todos os que eram aparentemente fracos e
despreparados para enfrentar os gigantes das motosserras.
Como me ensinou, não me intimido com as circunstâncias e procuro me encontrar
com o que está no coração de homens e mulheres sinceros, que, como o
senhor, buscam fazer o melhor, apesar das dificuldades e riscos.
Aprendi com o senhor boa parte dos valores que me guiam, entre eles não
vergar a coluna às pressões dos interesses espúrios. Por favor, meu
amado irmão, não me diga agora que esses valores não servem para
governar o Brasil e me fragilizam.
Tranquilize-se:
eles são e continuarão sendo a minha força e a minha funda diante dos desafios,
qualquer que seja o tamanho deles.
Resposta de Marina Silva
Veja a capacidade intelectual e, principalmente humana, de sair de uma
saia justa como essa - e com tanta classe.
Assunto: Resposta de Marina Silva ao bispo D. Moacyr
24 de maio de 2010
No sábado passado, a Folha publicou reportagem com Dom Moacyr Grechi,
74 anos, arcebispo de Porto Velho e mentor político da senadora Marina
Silva. Para ele, não existe nenhuma esperança de vitória. Falta nela o
perfil de presidente. Mais que perfil, a capacidade de reagir a pressão
de todo o gênero. Ela é muito frágil para aguentar. Amigos desde 1974,
Dom Moacyr disse que Marina tem pouco jogo de cintura e sua
fragilidade ficou comprovada quando ela dirigiu o Ministério do Meio
Ambiente (2003-20008). Ela vivia em uma angústia constante.
Em artigo hoje, na Folha, Marina contesta o seu mentor. Eis o texto
dedicado ?Ao amado dom Moacyr:
Li na Folha (22/5) sua afirmação de que
sou frágil e não tenho perfil para a Presidência da República. No
início, fiquei triste. Já tinha ouvido algo parecido do senhor, de forma
carinhosa, mas ler assim como está no jornal tem outro peso.
Refletindo mais, reconciliei-me com sua mensagem. Quando ando por aí, muitos me
dizem que minha luta é de Davi contra Golias. Então vamos conversar
sobre passagens bíblicas, que conhecemos bem. Elas se completam e
iluminam o que quero dizer. Quando Saul terminava seu reinado, Deus
mandou o sacerdote e profeta Samuel ungir novo rei entre os muitos
filhos de Jessé. O profeta procurou entre os mais belos, os mais fortes
e os mais habilidosos, mas Deus descartou todos.
Jessé lembrou então de
Davi, o seu filho mais novo, que pastoreava ovelhas. O profeta o achou
muito fraquinho, meio esquisito. Mas Deus ordenou que o ungisse rei dos
israelitas, porque olhava para o seu coração, e não para a sua aparência. Foi assim que
Davi foi escolhido para ser rei.
E logo provou seu valor ao enfrentar
Golias, o gigante filisteu, guerreiro acostumado a usar escudo, capacete
e armadura e a manejar a espada. O jovem Davi, aparentemente fraco e sem
muito preparo para aquele tipo de duelo, ganhou a luta porque não
tentou usar a armadura de Saul, que lhe fora ofertada e nem lhe cabia
direito. Usou sua própria arma, a funda, e ali colocou a pedra para
jogá-la no lugar certo, na testa do gigante.
Assim como o senhor, dom
Moacyr, Samuel era homem corajoso, temente a Deus, preparado para o
sacerdócio desde um ano de idade. O senhor é muito importante na minha
vida, da mesma forma que Samuel foi na vida de Davi.
E está me vendo com olhos cuidadosos, preocupados
com circunstâncias que talvez me causem
sofrimento. Mas, como sabe por experiência própria, não podemos ficar
presos às circunstâncias.
Quando o senhor chegou ao Acre, aos 36, enfrentou os poderosos e ficou
do lado de Chico Mendes e de todos os que eram aparentemente fracos e
despreparados para enfrentar os gigantes das motosserras.
Como me ensinou, não me intimido com as circunstâncias e procuro me encontrar
com o que está no coração de homens e mulheres sinceros, que, como o
senhor, buscam fazer o melhor, apesar das dificuldades e riscos.
Aprendi com o senhor boa parte dos valores que me guiam, entre eles não
vergar a coluna às pressões dos interesses espúrios. Por favor, meu
amado irmão, não me diga agora que esses valores não servem para
governar o Brasil e me fragilizam.
Tranquilize-se:
eles são e continuarão sendo a minha força e a minha funda diante dos desafios,
qualquer que seja o tamanho deles.
9/29/2010
9/28/2010
A melhor resposta ao ódio é o amor 9/9/2010 [image: A melhor resposta ao
ódio é o amor]
Jesus viveu num tempo em que eram erguidas muitas “paredes†que separavam o
povo. Não se tratava de paredes de pedra e barro, mas paredes que se erguiam
na mente, no coração, na alma do povo. Tais paredes transformavam-se em
verdadeiras muralhas de pensamento que, por fim, se tornavam geradores de
palavras, atitudes e ações que fraturavam o relacionamento entre os
indivÃduos.* Bons israelitas* eram aqueles supostamente entendidos da Lei,
como os escribas e fariseus, enquanto que os que não conheciam a Lei e os
renegados publicanos, por exemplo, eram considerados *maus israelitas.*
Foi em meio a esse ambiente hostil, de mente intensamente estreita, de
práticas profundamente exclusivistas e de gente intolerante, que Jesus levou
a bom termo o seu ministério. Numa atmosfera assim, a orientação de *amar os
inimigos* certamente assombrava seus ouvintes e consistia num ideal quase
inalcançável.
No Evangelho segundo Lucas, encontramos algumas ponderações de Jesus que
confrontavam as idéias e os ideais daquele tempo:
*“Pelo contrário, amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem
esperar nada em troca; e a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do
AltÃssimo; porque ele é bondoso até para com os ingratos e maus. Sede
misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.â€* *(Lucas 6.35-36)*
Observando os versos 27 a 30, é possÃvel encontrar os desafios: *amar,
fazer o bem, bendizer, orar, oferecer a outra face, sofrer com prejuÃzos
materiais, dar a quem pede e não brigar pelos nossos direitos*. Em qualquer
tempo, viver tais coisas constitui-se numa prática desafiadora. Isso porque
a vontade humana por certo é contrária a esse tipo de conduta tão resignada.
O propósito de Jesus em querer que seu seguidor tenha atitudes tão opostas Ã
pretensão humana parece estar explÃcita nos versos 32 a 34: “Se amardes quem
vos ama, que mérito há nisso? Pois os *pecadores também amam* quem os ama. E
se fizerdes o bem a quem vos faz o bem, que mérito há nisso? Os *pecadores
fazem o mesmo*. E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que
mérito há nisso? *Os pecadores também emprestam aos pecadores*, para receber
o que emprestaram.†Ou seja, Jesus chamava seus contemporâneos seguidores
para amar de um modo diferente, extraordinário, incomum, surpreendente e até
sobrenatural.
Jesus motivou os seus ouvintes com as palavras registradas no verso 31: *Como
quereis que os outros vos façam, assim fazei a eles*. Na medida em que a
pessoa gostaria de ser tratada, assim também deveria tratar o seu
semelhante. Assim, os versos 35 e 36, formam uma espécie de revisão do que
foi ensinado, mas de uma maneira que focaliza e resume o propósito.
O fato é que esses dois versÃculos apontam primeiramente para uma
necessidade daquele que segue a Jesus de realmente desejar ser uma benção na
vida de outros. As palavras usadas por Lucas para descrever a prédica de
Jesus são fortes: *Amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem
esperar nada em troca*. O desafio de Jesus instiga os seguidores a
desenvolver o hábito de ajudar pelo mero prazer de ajudar, ou seja, de saber
que está sendo benção na vida de alguém e “não esperar *nada em troca*!â€
Provavelmente a figura do inimigo fora usada como ilustração da capacidade
máxima de amar, visto que um oponente não faz nada que motive a ser bom para
com ele, todavia o desafio é: Do modo como gostaria de ser tratado deve-se
tratar tal pessoa. A atitude de um cristão não pode estar condicionada pela
maldade ou bondade de quem está à sua frente, mas pela obediência ao
mandamento de amar. Jesus toca na questão do desejo, da vontade de seus
seguidores!
No entanto, o mesmo verso 35 aponta para o fato de que Deus é fiel para não
deixar alguém que ama de forma tão altruÃsta sem nenhuma recompensa: “...*a
vossa recompensa será grande*...†Quando alguém faz algo sem esperar nada em
troca, Deus recompensa. Paulo desafiou os escravos a nutrirem esse tipo de
mente:
“Vós, escravos, obedecei a vossos senhores deste mundo com temor e tremor,
com sinceridade de coração, assim como a Cristo, não servindo só quando
observados, *como para agradar os homens*, mas como servos de Cristo,
fazendo de coração a vontade de Deus, servindo de boa vontade como se
servissem ao Senhor e não aos homens, *sabendo que cada um, seja escravo,
seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer*.â€* (Efésios 6:5-8)*
Há recompensa quando tudo que se faz tem como motivação agradar a Deus! O
mesmo Paulo assim recomenda aos Colossenses:
* “E tudo quanto fizerdes, fazei de todo o coração, como se fizésseis ao
Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor a herança como
recompensa; servi a Cristo, o Senhor.â€** (Cl 3:23-24)*
A atenção de Jesus se voltou para a justiça de Deus: o galardão será grande.
E por isso, toca na confiança da pessoa que segue a Cristo. Se tratar bem
alguém ou até se sacrificar por alguém e nada receber em troca, isto é um
sinal de que confia em Deus e de fato crê que Ele pode recompensar.
Mas há ainda no verso 35 uma chamada à responsabilidade. No pensamento de
Jesus encontramos a seguinte frase: “...*e sereis filhos do AltÃssimo*.†Os
seguidores de Jesus precisam assumir a responsabilidade de refletir a imagem
de Deus diante dos outros. É preciso tomar cuidado para não confundir: Amar
as pessoas não *torna* alguém filho de Deus, mas *demonstra* que já é ou
está nesta condição.
Quando um cristão cultiva uma vida que demonstra um amor extraordinário,
cuja conduta vai além daquilo que os pecadores fazem, amando até pessoas
classificadas como inimigas, revela a imagem de Deus. Dessa forma, ele faz
uma projeção sobre si e em direção aos outros de quem Deus é! Isso significa
que se os crentes praticarem o que Jesus está pedindo, suas atitudes pelos
outros vão além dos benefÃcios visÃveis. Há um aspecto “revelatório†nas
suas ações. As pessoas terão outra impressão de Deus, dependendo da ação dos
seguidores de Jesus.
Tudo isso impõe magnÃfico significado na forma como Jesus encerra sua fala:
*“Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordiosoâ€* *(Lucas 6:36).* A
melhor resposta ao ódio é o amor, porque essa foi a resposta que Deus deu em
Cristo ao ódio da humanidade.
-
AUTOR
[image: Antonio Lazarini Neto] Antonio Lazarini Neto
Antonio Lazarini Neto é Coordenador Acadêmico e professor de Grego, Exegese
do Novo Testamento e Teologia do NT na Faculdade Teológica Batista de
Campinas. Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião, pastoreia a
Igreja Batista Jardim Planalto em Nova Odessa desde 1999, sendo também autor
da MK Editora (RJ).
ódio é o amor]
Jesus viveu num tempo em que eram erguidas muitas “paredes†que separavam o
povo. Não se tratava de paredes de pedra e barro, mas paredes que se erguiam
na mente, no coração, na alma do povo. Tais paredes transformavam-se em
verdadeiras muralhas de pensamento que, por fim, se tornavam geradores de
palavras, atitudes e ações que fraturavam o relacionamento entre os
indivÃduos.* Bons israelitas* eram aqueles supostamente entendidos da Lei,
como os escribas e fariseus, enquanto que os que não conheciam a Lei e os
renegados publicanos, por exemplo, eram considerados *maus israelitas.*
Foi em meio a esse ambiente hostil, de mente intensamente estreita, de
práticas profundamente exclusivistas e de gente intolerante, que Jesus levou
a bom termo o seu ministério. Numa atmosfera assim, a orientação de *amar os
inimigos* certamente assombrava seus ouvintes e consistia num ideal quase
inalcançável.
No Evangelho segundo Lucas, encontramos algumas ponderações de Jesus que
confrontavam as idéias e os ideais daquele tempo:
*“Pelo contrário, amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem
esperar nada em troca; e a vossa recompensa será grande, e sereis filhos do
AltÃssimo; porque ele é bondoso até para com os ingratos e maus. Sede
misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso.â€* *(Lucas 6.35-36)*
Observando os versos 27 a 30, é possÃvel encontrar os desafios: *amar,
fazer o bem, bendizer, orar, oferecer a outra face, sofrer com prejuÃzos
materiais, dar a quem pede e não brigar pelos nossos direitos*. Em qualquer
tempo, viver tais coisas constitui-se numa prática desafiadora. Isso porque
a vontade humana por certo é contrária a esse tipo de conduta tão resignada.
O propósito de Jesus em querer que seu seguidor tenha atitudes tão opostas Ã
pretensão humana parece estar explÃcita nos versos 32 a 34: “Se amardes quem
vos ama, que mérito há nisso? Pois os *pecadores também amam* quem os ama. E
se fizerdes o bem a quem vos faz o bem, que mérito há nisso? Os *pecadores
fazem o mesmo*. E se emprestardes àqueles de quem esperais receber, que
mérito há nisso? *Os pecadores também emprestam aos pecadores*, para receber
o que emprestaram.†Ou seja, Jesus chamava seus contemporâneos seguidores
para amar de um modo diferente, extraordinário, incomum, surpreendente e até
sobrenatural.
Jesus motivou os seus ouvintes com as palavras registradas no verso 31: *Como
quereis que os outros vos façam, assim fazei a eles*. Na medida em que a
pessoa gostaria de ser tratada, assim também deveria tratar o seu
semelhante. Assim, os versos 35 e 36, formam uma espécie de revisão do que
foi ensinado, mas de uma maneira que focaliza e resume o propósito.
O fato é que esses dois versÃculos apontam primeiramente para uma
necessidade daquele que segue a Jesus de realmente desejar ser uma benção na
vida de outros. As palavras usadas por Lucas para descrever a prédica de
Jesus são fortes: *Amai vossos inimigos, fazei o bem e emprestai, sem
esperar nada em troca*. O desafio de Jesus instiga os seguidores a
desenvolver o hábito de ajudar pelo mero prazer de ajudar, ou seja, de saber
que está sendo benção na vida de alguém e “não esperar *nada em troca*!â€
Provavelmente a figura do inimigo fora usada como ilustração da capacidade
máxima de amar, visto que um oponente não faz nada que motive a ser bom para
com ele, todavia o desafio é: Do modo como gostaria de ser tratado deve-se
tratar tal pessoa. A atitude de um cristão não pode estar condicionada pela
maldade ou bondade de quem está à sua frente, mas pela obediência ao
mandamento de amar. Jesus toca na questão do desejo, da vontade de seus
seguidores!
No entanto, o mesmo verso 35 aponta para o fato de que Deus é fiel para não
deixar alguém que ama de forma tão altruÃsta sem nenhuma recompensa: “...*a
vossa recompensa será grande*...†Quando alguém faz algo sem esperar nada em
troca, Deus recompensa. Paulo desafiou os escravos a nutrirem esse tipo de
mente:
“Vós, escravos, obedecei a vossos senhores deste mundo com temor e tremor,
com sinceridade de coração, assim como a Cristo, não servindo só quando
observados, *como para agradar os homens*, mas como servos de Cristo,
fazendo de coração a vontade de Deus, servindo de boa vontade como se
servissem ao Senhor e não aos homens, *sabendo que cada um, seja escravo,
seja livre, receberá do Senhor todo bem que fizer*.â€* (Efésios 6:5-8)*
Há recompensa quando tudo que se faz tem como motivação agradar a Deus! O
mesmo Paulo assim recomenda aos Colossenses:
* “E tudo quanto fizerdes, fazei de todo o coração, como se fizésseis ao
Senhor e não aos homens, sabendo que recebereis do Senhor a herança como
recompensa; servi a Cristo, o Senhor.â€** (Cl 3:23-24)*
A atenção de Jesus se voltou para a justiça de Deus: o galardão será grande.
E por isso, toca na confiança da pessoa que segue a Cristo. Se tratar bem
alguém ou até se sacrificar por alguém e nada receber em troca, isto é um
sinal de que confia em Deus e de fato crê que Ele pode recompensar.
Mas há ainda no verso 35 uma chamada à responsabilidade. No pensamento de
Jesus encontramos a seguinte frase: “...*e sereis filhos do AltÃssimo*.†Os
seguidores de Jesus precisam assumir a responsabilidade de refletir a imagem
de Deus diante dos outros. É preciso tomar cuidado para não confundir: Amar
as pessoas não *torna* alguém filho de Deus, mas *demonstra* que já é ou
está nesta condição.
Quando um cristão cultiva uma vida que demonstra um amor extraordinário,
cuja conduta vai além daquilo que os pecadores fazem, amando até pessoas
classificadas como inimigas, revela a imagem de Deus. Dessa forma, ele faz
uma projeção sobre si e em direção aos outros de quem Deus é! Isso significa
que se os crentes praticarem o que Jesus está pedindo, suas atitudes pelos
outros vão além dos benefÃcios visÃveis. Há um aspecto “revelatório†nas
suas ações. As pessoas terão outra impressão de Deus, dependendo da ação dos
seguidores de Jesus.
Tudo isso impõe magnÃfico significado na forma como Jesus encerra sua fala:
*“Sede misericordiosos, como vosso Pai é misericordiosoâ€* *(Lucas 6:36).* A
melhor resposta ao ódio é o amor, porque essa foi a resposta que Deus deu em
Cristo ao ódio da humanidade.
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AUTOR
[image: Antonio Lazarini Neto] Antonio Lazarini Neto
Antonio Lazarini Neto é Coordenador Acadêmico e professor de Grego, Exegese
do Novo Testamento e Teologia do NT na Faculdade Teológica Batista de
Campinas. Bacharel em Teologia e Mestre em Ciências da Religião, pastoreia a
Igreja Batista Jardim Planalto em Nova Odessa desde 1999, sendo também autor
da MK Editora (RJ).
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