9/11/2010
Sem Pedir
"Porém ela respondeu: Tão certo como vive o SENHOR, teu Deus, nada tenho cozido; há somente um punhado de farinha numa panela e um pouco de azeite numa botija; e, vês aqui, apanhei dois cavacos e vou preparar esse resto de comida para mim e para o meu filho; comê-lo-emos e morreremos." (1 Reis 17:12 ARA)
O texto não menciona, mas deduzimos que esta viúva havia perdido suas esperanças e expectativas. Nada indica, pela sua fala, que ela via uma saída para sua situação de miséria e morte. Não sabemos se ela orava pedindo socorro a Jeová. Não sabemos se ela pediu ajuda aos vizinhos e parentes. O que deduzimos, é que se ela tentou, já havia desistido.
O socorro vem do Senhor mesmo quando não vemos mais saída, nem possibilidade de restauração e até mesmo quando desistimos de clamar. Se aprouver ao Pai socorrer, o socorro virá pela boca de um profeta ou outro, mas virá. Isso não nos autoriza a desistir nem a desanimar, antes pelo contrário, devemos continuar crendo com maior intensidade que no momento oportuno, quando tudo estiver dado por perdido, seremos alcançados por uma graça sobrenatural.
Note ainda que a viúva, no auge de seu desespero, acata o pedido do profeta e o alimenta. É um ato de fé que deve nos ensinar muito. Quantas vezes deixamos de abençoar por entender que não temos nem para nossas necessidades. Quantas vezes eu fui egoísta e mesquinho a ponto de não repartir o que Deus me deu e depois perceber que não teria feito nenhuma falta. Espero ter aprendido a lição, pois hoje exercito uma generosidade que me faz abençoar antes que me peçam. Claro, sempre que isso está ao meu alcance.
Esta viúva pode ter sido somente uma pobre senhora em Serepta, e seu filho pode ser que nunca tenha se tornado historicamente expressivo. Mas pense que poderia ser você, ou sua mãe, ou algum antepassado de Jesus. Se foi ou não foi, pouco importa. O que importa é que benção a alcançou e te alcançará também.
"Senhor, me ajuda a não desanimar com as dificuldades da caminhada. Eu quero ser generoso quando favorecido e paciente quando necessitado. Sem Tua mão nisso, será impossível, por isso peço Tua força."
Mário Fernandez
Muito Boa pode ler!
|
Você dá Flores em Vida?
"Os dias em que vivemos são maus; por isso aproveitem bem todas as oportunidades que vocês têm." (Efésios 5:16 NTLH)
No blog do Eliseu Schmidt (http://esdata.eti.br/blog/?p=132), li o seguinte post.
Em seu livro Jesus Coach, Laurie Beth Jones escreveu:
Meu amigo Joe Mathews compartilhou comigo uma história comovente. A esposa de seu melhor amigo recebeu o diagnóstico de câncer terminal e lhe disseram que tinha pouco tempo de vida. Joe contou que observou, admirado, Dan e a esposa. Christine, passando a viver cada dia com uma pureza e um amor tremendos. Quando ela estava quase no fim da vida, Joe finalmente reuniu coragem para perguntar uma coisa a Christine:
- Qual é a sensação de viver cada dia sabendo que está morrendo?
Ela se apoiou em um dos cotovelos e, em seguida, lhe perguntou:
- Joe, qual é a sensação de viver cada dia fingindo que você não está morrendo?
A primeira coisa que me chamou a atenção foi perceber como frequentemente ouvimos de pessoas que, às portas da morte, se conscientizaram e passaram a dar valor às pessoas amadas e a tratá-las com o respeito e a dedicação que sempre mereceram. Antes assim do que nunca. Mas da perspectiva de Christine, estamos caminhando para a morte todos nós, independentemente de estarmos doentes ou não.
Conversava há alguns dias com um amigo e ele me dizia que uma das artimanhas mais utilizadas pelo Diabo para anular o efeito que a nossa vida pode ter é a de deixar-nos constantemente ocupados. Estamos sempre correndo para manter as tarefas e compromissos em dia, para ler todos os e-mails, responder todos os recados, seguir todos os tweets, visitar todos os sites, assistir todos os filmes, arquivar todos os arquivos. Quando não é em casa, é no trabalho, na igreja, na escola, no shopping, no supermercado, na associação, no trânsito. Quando vemos passou o dia e estamos esgotados sem condições de dedicar atenção a quem realmente importa.
Isso tudo me fez lembrar um pregador que sempre falava que nunca tinha visto um caminhão de mudança seguindo uma procissão de enterro. Dizia isso para lembrar que as coisas materiais e posições sociais conquistados duramente durante a vida nada significam se, para consegui-los, você teve que afastar para longe as pessoas que ama.
A segunda coisa que me chamou a atenção é: por que não tratamos as pessoas que amamos sempre da maneira correta? Por que temos esta atitude insana de deixar para amanhã? Estamos sempre correndo atrás de alguma coisa que nós achamos que, quando conseguirmos, compensará todas as vezes que fomos omissos? Pior ainda, por que tantas vezes, conscientemente, ignoramos e negamos aos nossos amados a nossa presença, carinho e atenção?
Cada vez que perdemos a oportunidade de tratar com valor e respeito aos nossos amados é uma chance perdida de tornar a vida, deles e nossa, boa, agradável e significativa.
A terceira coisa que me chamou a atenção é que o casal em questão teve a oportunidade de saber quando a morte estava chegando e, por isso, tiveram a oportunidade de desenvolver um comportamento que tornou aqueles últimos dias significativos para ambos. Mas quem disse que a morte sempre manda aviso prévio?
A música "Flores em Vida", de Paulo César Baruk (http://www.youtube.com/watch?v=Kt1Izjm6G6Y), nos alerta para as tantas oportunidades perdidas e para o sentimento de perda e arrependimento que fica quando a morte leva inesperadamente a quem amamos. Ficamos dolorosamente conscientes que já não poderemos mais expressar o apreço, o carinho e o valor que deveríamos.
É curioso que, na maioria das vezes, não ficamos cobrando o que não recebemos, mas o que dói é o fato de que não mais podemos dar aquilo que poderíamos ter dado no tempo devido.
Não retenha o amor. Não economize o carinho. Não guarde o elogio e a apreciação. Não deixe de perdoar. Esforce-se para estar junto. Transmita a sua confiança ao olhar a pessoa que ama. Alegre o ambiente ao sorrir com sinceridade e satisfação por estar com ela. Use palavras positivas e cheias de esperança.
Com certeza, ao viver assim, poderemos olhar para trás e saber que fizemos tudo o que deveríamos ter feito e vivido da maneira que deveríamos ter vivido com aqueles a quem amamos.
Vinicios Torres