10/16/2011

designou outos 72 e os enviou

VERSÍCULO:
  Depois disso o Senhor designou outros setenta e dois e os enviou
dois a dois, adiante dele, a todas as cidades e lugares para onde
ele estava prestes a ir. E lhes disse: "A colheita é grande, mas os
trabalhadores são poucos. Portanto, peçam ao Senhor da colheita que
mande trabalhadores para a sua colheita.
   -- Lucas 10:1-2

PENSAMENTO:
  A colheita é grande mesmo! Ela é ainda maior hoje do que nos dia
quando Jesus pronunciou estas palavras. Vamos orar para que Deus
levante pregadores, evangelistas, pastores e missionários para
levarem a Palavra de Deus às pessoas perdidas. E vamos orar a Deus
que ele levante também tradutores da Bíblia para irem aos povos da
terra que ainda não possuem as Escrituras em sua língua nativa.
Nesta geração há 2.2 bilhões de pessoas em 1,739 grupos de línguas
que não possuem nenhuma porção da Bíblia em sua língua nativa. Será
que entre aqueles que lêem estas palavras de Jesus hoje há alguém
que gostaria de traduzi-las para aqueles que ainda não ouviram?
Será que durante as vidas destas 2.2 bilhões de pessoas há
discípulos de Jesus convencidos da urgência desta missão e do
chamado do Mestre para realizá-la?

ORAÇÃO:
  Senhor da Seara, que estas palavras possam alcançar ainda hoje
discípulos dispostos a servirem o Senhor nesta grande missão. Que
os ouvidos destas bilhões de pessoas possam ouvir, ainda na nossa
geração, estas palavras de Jesus. Obrigado por confiar a nós tão
grande responsabilidade. Em nome de Jesus oramos. Amém.

http://www.hermeneutica.com/jd/2/1016.html


Frase do dia.

“A segurança será sempre precária onde houver o clamor dos oprimidos”. Ulysses Silveira Guimarães, político, PMDB-SP, 1916-1992 #BRA #br451l+

10/14/2011

Os Cristãos esquecidos do Oriente

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É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição de cristãos no mundo islâmico.
Na noite de domingo (9/10/2011), cristãos coptas egípcios organizaram o que era para ser uma vigília pacífica em frente à sede da emissora de TV estatal no Cairo. Os mil manifestantes representavam a antiga comunidade cristã de cerca de 8 milhões de pessoas, cuja presença no Egito precede a dominação islâmica em várias séculos. Eles se reuniram no Cairo para protestar contra os recentes incêndios criminosos de duas igrejas por arruaceiros muçulmanos, e contra a rápida ascensão da violência (com apoio do governo) contra os cristãos por grupos muçulmanos desde a renúncia do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak em fevereiro.
De acordo com fontes coptas, os manifestantes foram cercados por agressores islâmicos, que rapidamente ganharam suporte de forças militares. Entre 19 e 40 cristãos coptas foram mortos por soldados e atacantes muçulmanos. Foram atropelados por veículos militares, espancados, baleados e arrastados pelas ruas do Cairo.
A emissora estatal relatou apenas que três soldados haviam sido mortos. De acordo com a agênciaAhram Online, os soldados atacaram os estúdios da emissora de TV al-Hurra na noite de domingo para bloquear a transmissão de informações sobre o ataque militar contra os cristãos coptas.
Ao que parece, a tentativa de controle de informações sobre o que aconteceu funcionou. As notícias na segunda-feira sobre a violência deram poucos sinais da identidade dos mortos ou feridos. É certo que não contaram a história do que realmente aconteceu domingo à noite no Cairo.
Em outro evento, o patriarca católico maronita do Líbano, Bechara Rai, gerou polêmica há duas semanas. Durante uma visita oficial a Paris, Rai alertou o presidente francês Niolas Sarkozy que a queda do regime de Assad na Síria seria um desastre para os cristãos da Síria e de regiões próximas. Hoje a oposição, que tem apoio do Ocidente, é dominada pela Irmandade Islâmica. Rai alertou que a derrubada do presidente Bashar Assad poderia levar a uma guerra civil e ao estabelecimento de um regime islâmico.

Cristãos coptas egípcios exibem pano manchado de sangue após conflito com soldados e a polícia durante protesto no Cairo.
No Iraque, a insurgência patrocinada pelo Irã e pela Síria que se seguiu à derrubada pelos americanos do regime baathista de Saddam Hussein, em 2003, promoveu uma guerra sangrenta contra a população cristã do Iraque. Este mês marca o primeiro aniversário do massacre de 58 fiéis em uma igreja católica em Bagdá. Na década passada havia 800 mil cristãos no Iraque. Hoje, são apenas 150 mil.
Sob o xá do Irã, os cristãos eram mais ou menos livres para praticar sua religião.
Hoje os cristãos iranianos estão sujeitos a caprichos de soberanos muçulmanos, que não conhecem outra lei a não ser a da supremacia islâmica.
O suplício do pastor evangélico Yousef Nadarkhani é um exemplo. Ele foi preso há dois anos, julgado e condenado à morte por apostasia, por se recusar a renegar sua fé cristã. Não existe lei contra a apostasia no Irã, mas isso não importa. O aiatolá Khomeini era contra a apostasia. A lei islâmica também é.
Depois que a história de Nadarkhani foi publicada no Ocidente, os iranianos mudaram de plano.
Agora eles teriam abandonado a acusação de apostasia e sentenciado o pastor à morte por estupro. O fato dele nunca ter sido acusado ou condenado por estupro não tem importância.
Cristãos palestinos, igualmente, têm sofrido sob os líderes eleitos pela população.
Quando a Autoridade Palestina foi estabelecida em 1994, os cristãos eram 80% da população de Belém. Hoje correspondem a menos de 20%.
Desde que o Hamas "libertou" Gaza em 2007, a antiga minoria cristã da região tem sofrido ataques constantes. Com apenas 3 mil membros, a comunidade cristã de Gaza teve igrejas, conventos, livrarias e bibliotecas incendiadas por integrantes do Hamas e seus aliados. Seus membros foram atacados e mortos. Apesar de o Hamas ter prometido a proteção dos cristãos da cidade, ninguém foi preso por violência anticristã.
Da mesma forma que os judeus no mundo islâmico foram expulsos das suas antigas comunidades por governantes árabes com a criação do Estado de Israel em 1948, os cristãos também foram perseguidos e expulsos de suas casas. Regimes populistas islâmicos e árabes usam o supremacismo da religião islâmica e o chauvinismo racial árabe contra cristãos como gritos de guerra para insuflar as multidões para seus propósitos. Esses apelos, por sua vez, levaram à dizimação das populações cristãs no mundo árabe e islâmico.

Bechara Rai, o patriarca católico maronita do Líbano.
Por exemplo, quando o Líbano obteve sua independência da França em 1946, a maioria dos libaneses era cristã. Hoje os cristãos são menos de 30% da população. Na Turquia, a população cristã foi reduzida de 2 milhões no fim da Primeira Guerra Mundial para menos de 100 mil hoje. Na Síria, na época da independência, os cristãos representavam quase metade da população. Hoje 4% dos sírios são cristãos. Na Jordânia, há meio século, 18% da população era cristã. Hoje apenas 2% dos jordanianos são cristãos.
Os cristãos são proibidos de praticar sua religião na Arábia Saudita. No Paquistão, a população cristã está sendo sistematicamente destruída por grupos islâmicos apoiados pelo regime. Incêndios de igrejas, conversões forçadas, estupros, assassinatos, seqüestros e perseguição legal de cristãos paquistaneses se tornaram ocorrências diárias.
Infelizmente, para os cristãos do mundo islâmico, sua causa não está sendo defendida por governos ou igrejas do Ocidente. A França, em vez de impor como condição para seu apoio à oposição síria o compromisso com a liberdade religiosa para todos por parte dos seus líderes, através de seu Ministério das Relações Exteriores reagiu com irritação às advertências de Rai sobre o que provavelmente acontecerá aos cristãos sírios, caso o presidente Bashar Assad e seu regime sejam derrubados. O Ministério das Relações Exteriores da França publicou uma declaração afirmando que estava "surpreso e desapontado" com as declarações de Rai.
O governo de Obama foi menos solidário ainda. Rai está viajando pelos EUA e pela América Latina em uma visita de três semanas a comunidades de imigrantes maronitas. A existência dessas comunidades é conseqüência direta da perseguição árabe e islâmica aos cristãos maronitas do Líbano.
A ida de Rai aos Estados Unidos deveria começar com uma visita a Washington e um encontro com altos funcionários do governo americano, incluindo o presidente Barack Obama. No entanto, após as declarações de Rai em Paris, o governo americano cancelou todas as reuniões marcadas com ele. Ou seja, em vez de considerar os perigos sobre os quais Rai alertou e usar a influência americana para aumentar o poder dos cristãos, curdos e outras minorias em qualquer governo sírio pós-Assad, o governo Obama decidiu boicotá-lo por chamar atenção para o perigo.
Com exceção dos evangélicos, a maioria das igrejas ocidentais está igualmente desinteressada em defender os direitos de co-religiosos no mundo islâmico. A maioria das principais denominações protestantes, da Igreja Anglicana e seus vários ramos dentro e fora dos EUA à Metodista, Batista, Menonita e outras, não fez esforço algum para proteger ou defender os direitos dos cristãos no mundo islâmico.
Em vez disso, na última década, essas igrejas e seus ramos internacionais buscaram repetidas vezes atacar o único país do Oriente Médio em que a população cristã aumentou nos últimos 60 anos: Israel.
Quanto ao Vaticano, nos cinco anos desde que o papa Bento XVI, no seu discurso em Regensburg, lançou um desafio aos muçulmanos para que agissem com bom senso e tolerância ao lidar com outras religiões, abandonou a posição anteriormente adotada. Um diálogo entre iguais se tornou uma súplica ao islã em nome de uma compreensão ecumênica. No ano passado o papa organizou um sínodo sobre os cristãos do Oriente Médio que não mencionou a perseguição anticristã por forças e regimes islâmicos e populistas. Israel, por outro lado, foi o principal alvo de críticas.
A diplomacia do Vaticano se estendeu até o Irã, para onde enviou um representante para participar de uma falsa conferência antiterrorista de Mahmoud Ahmadinejad. Conforme relatou Giulio Meotti para a agência israelense Ynet, enquanto todos os embaixadores da União Européia saíam no meio do discurso de negação do Holocausto de Ahmadinejad na segunda conferência das Nações Unidas em Durban, o embaixador do Vaticano ficou sentado. O Vaticano abraçou líderes da Irmandade Islâmica na Europa e no Oriente Médio.
É difícil imaginar aonde os governos e as igrejas ocidentais pensam que vão chegar fazendo vista grossa à perseguição e dizimação de comunidades cristãs no mundo islâmico. Como mostram os acontecimentos do domingo passado no Egito e os ataques diários de muçulmanos contra cristãos na região, as atitudes do Ocidente não estão aplacando ninguém. Mas fica bastante claro que ele irá colher o que plantou. (Caroline Glick - www.carolineglick.com – tradução: Luis Gustavo Gentil – extraído de: www.juliosevero.com – http://www.beth-shalom.com.br)

10/13/2011

Minha Vida, Impacto para a Nação


Minha Vida, Impacto para a Nação
fonte: Junta de Missões Nacionais
Por Lourenço Stelio Rega, Mestre em Teologia e em Educação, Doutor em Ciências da Religião e diretor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo
Um dos textos que mais me inspiram a viver o cristianismo no dia a dia é Atos 17.6b: "Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui.". As pessoas naquela época viviam o seu cotidiano dando conta de seus afazeres e estavam desfrutando de conforto. É mais ou menos como hoje vivemos, sempre esperando um feriado pela frente, de preferência em fim de semana prolongado. Ficamos animados às sextas-feiras por volta das 20 horas, pois à frente teremos um fim de semana. Mas todo fim de semana tem um horário difícil - 20h do domingo. Como você se sente nesse horário aos domingos? É o mesmo sentimento que teve na sexta feira no mesmo horário?

Será que vale a pena viver um tipo de vida assim? Sem sentido, sem esperança? Quando o evangelho chegava numa aldeia ou cidade naquela época havia como que uma "perversão" (santa, é claro) dos costumes e dos hábitos das pessoas. Daí a expressão "estes que alvoroçaram o mundo". No texto original do livro de Atos o verbo "alvoroçar" significa "transtornar", "virar o mundo de perna para o ar". Veja o que significava o evangelho chegar numa região.

Infelizmente com o passar dos anos reduzimos o significado da expressão "o evangelho chegar numa região" a apenas na pregação do evangelho que chegou num local. Reduzimos o cristianismo a atividades eclesiásticas e pregação. Reduzimos o evangelho a apenas a salvação, perdão dos pecados e bênçãos escatológicas.

Ser salvo significa mais do que ganhar de graça uma apólice de seguro contra o incêndio do inferno. No Novo Testamento, todas as ligações com o fato da salvação apontam para um retorno ao Éden, antes da queda - para a restauração de nossa vida ao estado pré-queda. Fomos criados para a glória de Deus, viver para Ele, como seres dependentes. Na queda, rebelamo-nos contra Deus em Adão. Declaramos a nossa independência.
 Jesus Cristo veio não apenas para nos perdoar os pecados, legitimando juridicamente nossa recuperação. Jesus Cristo não veio apenas para nos garantir o céu, dando-nos segurança escatológica. Ele veio para nos dar vida, vida abundante (João 10.10), nos dar verdadeira liberdade (João 8.36). Assim, quando somos salvos nos tornamos nova criaturas, nova criação (2 Coríntios 5.17).

Nestas condições nosso referencial ou centro gravitacional de vida é deslocado de nosso "eu", de nossa vontade, de nossos sentimentos, de nossa visão sobre a vida, para Jesus Cristo. "Ele [Cristo] morreu por todos, para que os que vivem, não vivam mais para si mesmos, mas para aqueles pelos quais morreu e ressuscitou" (2 Coríntios 5.15 - contexto do v. 17 citado anteriormente). Em Gálatas 2.20 temos "vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus ...". Em Romanos 12.1: "... o vosso corpo em sacrifício vivo ...". Em Lucas 9.23: "se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, a cada dia tome a sua cruz e siga-me".

Enfim, todos estes textos demonstram que a vida cristã não pode se resumir em trabalho eclesiástico e pregação. Vida é vida, vivida no cotidiano. Ser cristão é viver o cristianismo incondicionalmente como um seguidor de Jesus, afinal Ele nos deixou o exemplo para que sigamos as suas pisadas (João 13.15).

Ser cristão é viver neste mundo causando impacto positivo marcado pelos princípios do evangelho em todas as esferas de vida, no emprego, entre os colegas da escola, entre os vizinhos, dentro de nosso lar, no trato das questões ambientais e ecológicas, no trânsito, no cumprimento da cidadania responsável e criativa. Assim, nós temos condições de pregar o evangelho não apenas por intermédio de um plano da salvação, mas também por meio de uma vida que expressa concretamente a mensagem que desejamos expressar ao mundo - Jesus salva, mas também transforma e alvoroça radicalmente nossa vida.
Esse é o evangelho integral.


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