1/04/2018

Vírus Oropouche (VORO)

Os arbovírus provocam doenças conhecidas como arboviroses, que podem ocorrer de forma endêmica ou epidêmica e alguns, como por exemplo, o Vírus Oropouche (VORO), Vírus da Dengue (VDEN), Vírus da Febre Amarela (VFA) e o Vírus Mayaro (VMAY), representam sérios problemas de saúde pública, pois, além de causarem epidemias, são responsáveis por considerável morbidade e/ou letalidade em seres humanos no Brasil e no exterior (VASCONCELOS et al., 1992). (4)





O maruim, mosquitinho-do-mangue, Ceratopogonidae ou mosquito-pólvora picador




Oropouche é um dos mais importantes arbovírus do Brasil, conhecido desde o início da década de 60, que é transmitido pelo mosquito pólvora ou maruim, ou ainda borrachudinho, originário da região amazônica, e o segundo mais frequente, que só perde para a dengue. Outros vetores também podem transmitir o oropouche, inclusive no gênero Aedes. (3)
Como os sintomas da febre Oropouche são semelhantes aos da dengue, isso acaba contribuindo para que os doentes sejam diagnosticados erroneamente. Por isso, ressaltou, a importância de se ter mais atenção ao vírus. Os principais sintomas da doença são: febre alta, calafrios, dor de cabeça muito forte, fotofobia e dor na região lombar.(2)

O vírus é transmitido por um inseto que mede menos de 3mm, conhecido como culicoides paraenses, porque foi descoberto por pesquisadores do Pará, região da Amazônia em que tem o maior número de casos, e popularmente é conhecido como meruim ou maruim. (2)

Na Amazônia Brasileira, a febre do Oropouche é considerada a mais freqüente arbovirose que acomete o homem depois da dengue, sendo caracterizada por episódios de doença febril aguda acompanhada principalmente por cefaléia, artralgia, mialgia, fotofobia e outras manifestações sistêmicas. Mais raramente, alguns pacientes podem apresentar um quadro de meningite asséptica com sinais e sintomas típicos de comprometimento das meninges. Interessante é que os sintomas da febre do Oropouche geralmente reaparecem poucos dias após o final do episódio febril inicial, no entanto são usualmente menos severos. Os pacientes acometidos pela febre do Oropouche se recuperam completamente e sem seqüelas, mesmo em casos mais severos. Até o momento, nenhum caso fatal foi registrado e/ou associado à febre do Oropouche. Uma das mais importantes características do vírus Oropouche (VORO) é a sua capacidade de causar epidemias em centros urbanos, das quais a maioria foi registrada na Amazônia Brasileira (Pinheiro et al., 1981; 2004). (1)


O vírus Oropouche (VORO; Bunyaviridae, Orthobunyavirus) é um dos mais importantes arbovírus que infectam humanos na Amazônia Brasileira, sendo o agente causador da febre do Oropouche. Entre os anos de 1961 e 2006, um grande número de epidemias foi registrado em diferentes centros urbanos do estado do Pará (Belém, Santa Isabel, Castanhal, Santarém, Oriximiná, Serra Pelada, zona Bragantina – Igarapé Açu, Maracanã e Magalhães Barata), do Amazonas (Manaus e Barcelos), Acre (Xapuri), Amapá (Mazagão), Maranhão (Porto Franco), Tocantins (Tocantinópolis) e Rondônia (Ariquemes e Oro Preto D’Oeste). Estudos moleculares têm demonstrado a presença de pelo menos três linhagens distintas do VORO na Amazônia Brasileira (genótipos I, II e III), sendo os genótipos I e II os mais freqüentemente encontrados em regiões da Amazônia ocidental e oriental, respectivamente. O genótipo III do VORO, previamente encontrado somente no Panamá, foi recentemente descrito na região Sudeste do Brasil. A associação de dados epidemiológicos e moleculares vêm contribuindo substancialmente para a caracterização das cepas do VORO isoladas durante epidemias, no período de pelo menos quatro décadas, bem como permitindo um melhor  entendimento a respeito da epidemiologia molecular do VORO no que tange à emergência de novas linhagens genéticas e à dinâmica evolutiva desse arbovírus nas Américas e principalmente na Amazônia Brasileira. Este trabalho tem por objetivo apresentar uma revisão dos aspectos epidemiológicos e moleculares do VORO enfatizando sua distribuição, a dinâmica das epidemias ocorridas entre 1961 e 2006, bem como a dispersão de diferentes genótipos no Brasil.( 1)

Em relação ao ciclo silvestre, evidências sugerem que, entre os vertebrados, as preguiças (Bradypus tridactilus), macacos e, possivelmente, determinadas espécies de aves silvestres podem servir como hospedeiros para o VORO (Pinheiro et al., 1962; 2004; Nunes et al., 2005). Embora o VORO tenha sido isolado uma única vez de um lote de mosquitos Aedes serratus no Brasil e de um lote de Coquillettidia venezuelensis em Trinidad (Pinheiro et al, 1981b), até o momento nenhum tipo de estudo foi realizado objetivando avaliar o envolvimento do maruim na transmissão do vírus no que tange o ciclo silvestre. A ligação entre os dois ciclos de manutenção do VORO provavelmente é feita pelo próprio homem, que ao se infectar em áreas enzoóticas silvestres retorna aos centros urbanos ainda em período virêmico, tornando-se uma fonte de vírus em potencial para a infecção de novos maruins. O VORO se replica nos tecidos do maruim, que após um período extrínseco de incubação realiza o repasto sangüíneo e infecta novos indivíduos suscetíveis, dando início a uma cadeia de infecção que culmina em epidemias (Pinheiro et al., 2004)  (1)


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  • (1) http://www.cadernos.iesc.ufrj.br/cadernos/images/csc/2007_3/artigos/CSC_IESC_2007-3_1.pdf
  • (2) http://portal.fiocruz.br/pt-br/content/banalizacao-da-dengue-oculta-outras-doencas-virais-como-febre-oropouche
  • (3) http://radios.ebc.com.br/tarde-nacional-brasilia/edicao/2016-01/oropouche-e-um-virus-da-regiao-amazonica-que-causa-os-mesmos
  • (4) http://repositorio.ufpa.br/jspui/bitstream/2011/3957/1/Tese_CaracterizacaoRespostaImune.pdf
  • (5) https://alagoasreal.blogspot.com/2017/01/aedes-pode-ser-transmissor-do-virus-febre-oropouche-mosquito-polvora-maruim.html
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ESPOSA SURDA👂

💁🏻‍♂ – Qual o problema de sua esposa ? Disse o médico.
👨– Surdez. Não ouve quase nada.
 💁🏻‍♂ – Então o senhor vai fazer o seguinte: antes de trazê-la, faça um teste para facilitar o diagnóstico. Sem ela olhar, o senhor, a certa distância, fala em tom normal, até que perceba a que distância ela consegue ouvi-lo.
E quando vier – diz o médico – dirá a que distância o senhor estava quando ela o ouviu. Está certo ?
👨– Certo, combinado então.
À noite, quando a mulher preparava o jantar, o marido decidiu fazer o teste.
Mediu a distância que estava em relação à mulher. E pensou: "Estou a 15 metros de distância. Vai ser agora".
👨– Maria, o que temos para jantar ? – não ouviu nada.
 Então aproximou-se a 10 metros.
👨– Maria, o que temos para jantar ? – nada ainda. 
 Então, aproximou-se mais 5 metros.
👨– Maria, o que temos para jantar ? – Silêncio ainda.
Por fim, encosta-se às costas da mulher e volta a perguntar:
👨– Maria! O que temos para jantar ?
👩🏻– Frango, meu bem… É a quarta vez que te respondo!
😳�
Como percebem, muitas vezes achamos que o problema ocorre com os outros, quando na realidade o problema é nosso, só nosso…

*Fazendo um paralelo, podemos  achar que Deus não ouve nossas orações, mas quando nos aproximamos Dele,  percebemos que o erro sempre esteve em nós por não ouvirmos o que Ele diz.*

*_...como antes fora dito: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações._*
Hebreus 4.7

E você a que distância está de Deus ? 😉

😀😀 muito boa essa reflexão 👏👏👏
Reflita, e se achar interessante compartilhe .
[22/10 10:45] Zuita Edelzuita tim unopar: O veneno que sai do plástico aquecido, é chamado antimônio e vem sendo denunciado há muito tempo. Se você deixar a sua garrafa de plástico com água no carro durante os dias quentes e você beber a água depois de ter sido aquecida, você corre o risco de desenvolver câncer de mama. Os médicos explicam que o calor faz com que o plástico emita um resíduo químico tóxico que produz este tipo de doença na mama. Esse tóxico é o mesmo encontrado no tecido da mama com câncer. Então por favor, não tome água de garrafas de plásticos que foram aquecidas e passe isso para todas as mulheres. Não aqueça no forno (micro-ondas), alimentos em recipientes de plásticos. Aqueça em recipientes de cerâmicas ou de vidro que suporte o calor. As mulheres devem ser informadas para evitarem o problema. Por favor não fique com essa informação, compartilhe! 

Outubro Rosa 🎀🎀🎀🎀🎀🎀

7/18/2017

O Guaraná e os índios Sateré-Mawé

oficina de filosofia: O Guaraná e os índios Sateré-Mawé: segue abaixo, interessantíssimo artigo jornalístico publicado recentemente a respeito de um grupo indígena que tem íntima relação com o frut...

3/10/2017

O golpe contra Dilma, mulher guerreira.

O afastamento da presidenta é sem dúvida o capítulo mais vergonhoso da história política brasileira


Apoiadores de Dilma, em Sampa. foto de Nelson Almeida AFP

O afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República é sem dúvida o capítulo mais vergonhoso da história política brasileira. Acusada de praticar uma manobra contábil, as chamadas “pedaladas fiscais”, contra ela não foram levantadas quaisquer suspeitas de enriquecimento ilícito ou aproveitamento do cargo em benefício próprio, ainda que sua vida, privada e pública, tenha sido vasculhada com lupa por seus adversários. Se ela cometeu crime de responsabilidade, também o fizeram e deveriam perder o cargo 16 dos 27 atuais governadores, que usaram o mesmo artifício para fechar as contas em seus estados.
Mas, evidentemente, a presidente Dilma Rousseff não foi levada a julgamento por isso. As manifestações de rua contra seu governo, orquestradas por defensores dos mais diversos interesses, muitos deles espúrios, levantavam bandeiras anti-corrupção porém alimentavam-se de ressentimento. Parte da população, acostumada historicamente a usufruir dos mais amplos privilégios, nunca aceitou dividir espaço com a camada mais pobre, destinada, em sua invisibilidade, a manter-se apenas como uma espécie de reserva técnica de mão de obra desqualificada. As poucas, mas importantes, mudanças nesse quadro, patrocinadas pelos governos petistas, fermentaram uma reação de ódio e intolerância.
Assim, com o claro objetivo de arrancar a qualquer custo o poder das mãos da presidente Dilma Rousseff, as oposições, lideradas nas sombras pelo vice-presidente Michel Temer, passaram a articular demonstrações de força. Por trás dos protestos “espontâneos” contra o governo havia entidades como o Movimento Brasil Livre (MBL), financiado pelo DEM, PSDB, SD e PMDB; Vem pra Rua, criado em 2014 por um grupo de empresários para apoiar a candidatura do senador tucano Aécio Neves à Presidência da República; e Revoltados On-Line, gerenciado pelo empresário Marcello Reis, que não esconde sua simpatia pela ideia de intervenção militar e que possui ligações com o deputado fascista Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pré-candidato à Presidência da República.
O passo seguinte foi dado pelo então presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), alçada na qual é réu por crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Cunha tinha interesse em negociar a manutenção de seu mandato, em perigo desde a instauração, no dia 3 de dezembro, de um processo por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Indignado com a retirada de apoio do PT à sua causa, Cunha deu andamento ao pedido de admissibilidade do impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. No dia 17 de abril, o plenário da Câmara, que entre seus 513 membros conta com 53 réus na Suprema Corte, enquanto outros 148 parlamentares respondem a inúmeros crimes em diversas instâncias, antecipou o destino inglório da nação.
Baseado em um relatório de Antonio Anastasia (PSDB-MG), burocrata tornado político pelas mãos do candidato derrotado em 2014, Aécio Neves, o Senado cassou o mandato da presidente Dilma Rousseff. Do total de parlamentares que a julgaram, 60% são suspeitos ou acusados de crimes que vão desde falsidade ideológica até abuso de poder econômico. Um terço da Casa – 23 parlamentares – responde a inquérito em ação penal no STF, entre eles nomes bastante conhecidos como Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), Fernando Collor (PTB-AL), Jader Barbalho (PMDB-PA), Lobão Filho (PMDB-MA), Renan Calheiros (PMDB-AL) e Romero Jucá (PMDB-RR).
Com uma coragem e altivez poucas vezes vistas na política brasileira, a presidente Dilma Rousseff enfrentou 14 horas de interrogatório nas dependências do Senado. Inutilmente, ela sabia, porque o resultado daquela farsa já havia sido decidido muito antes, nos bastidores, envolvendo as mais inconfessáveis negociações. Sentada em frente ao presidente do STF, Ricardo Lewandowski, Dilma não enfrentava somente o rancor da elite contrariada, mas também todos os preconceitos existentes contra as mulheres, principalmente aquelas que não aceitam submeter-se ao poder patriarcal. Blindada por uma força extraordinária, Dilma ousava afirmar que, como ser humano passível de equívocos, errou algumas vezes durante o exercício de seu mandato. Assentada em utopias, Dilma ousava afirmar que continua acreditando na luta por um Brasil mais justo. Somos medíocres, não atrevemos sonhar; somos hipócritas, não admitimos assumir nossas falhas. Cassar arbitrariamente o mandato da presidente Dilma Rousseff significou um ato de cinismo covarde contra o desejo manifestado nas urnas por 54.501.118 brasileiros. A isso se chama golpe de estado.